Enquanto os nossos olhos começam a se costumar com a retirada dos gelos-baianos da Avenida Norte, listamos três curiosidades que você talvez não saiba sobre esse pedaço de concreto tão onipresente no trânsito recifense.

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1 – O nome certo é….

Prisma de concreto. É a denominação que serve para vários tamanhos. É conhecido em outros estados do Brasil como picolé (é assim que é mais conhecido em Salvador, por exemplo), cocoruto, caixãozinho ou bate rodas. Em alguns lugares do Sul do País, gelo-baiano tem outro significado: é usado como sinônimo de lombada.

A expressão gelo-baiano teria surgido nos anos 1960 no Rio de Janeiro e vem do formato do bloco + o preconceito com os baianos: “é tão preguiçoso que nem derreter derrete”.

2 – Números da Avenida Norte

Os gelos-baianos invadiram o Recife no final dos anos 1990. Na Avenida Norte, dos seus quase nove quilômetros, apenas 1,4km estavam sem o trambolho, com um canteiro. Nesta semana, a obra para retirada avançou cerca de 3km e a previsão é que até agosto o novo canteiro esteja em toda a via.

Antes do começo dessa obra, Recife tinha 4,5 mil blocos espalhados pelas ruas da cidade. A Avenida Norte reunia a maior parte deles: 3,4 mil.

3 – Inventor morreu na televisão, ao vivo

Sim, é uma invenção brasileira. Quem primeiro colocou esses blocos de concreto nas ruas foi o coronel-aviador Américo Fontenelle (hoje nome de terminal rodoviário no Rio de Janeiro). Em 1964, ano do golpe militar, ele assumiu o Detran carioca e colocou os blocos para delimitar retornos e bloqueios.

Chamado para ordenar o trânsito em outras capitais brasileiras, como São Luís, Belém e São Paulo, Fontenelle espalhou o gelo-baiano pelo Brasil.

Em 1967, quando participava de uma entrevista no programa Roleta Russa, da TV Paulista, Fontenelle cambaleou e foi ao chão. Morreu ao vivo, vítima de um infarto fulminante. Tinha 46 anos.

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Teste: Você conhece os bairros da Zona Norte do Recife?

Fontes: Prefeitura do Recife e acervo do jornal O Globo