No post anterior, a gente falou do desfile do Grêmio Anárquico Feminístico Essa Fada, nesta quarta-feira (22) pelo Poço distribuindo camisinhas femininas gratuitamente. Agora a gente conta como todo esse movimento começou.

Em 2015, um grupo de feministas recifenses lançou o Grêmio Anárquico Feminístico Essa Fada, numa alusão à fantasia da fada, que brinca com o imaginário sexista de uma figura feminina meiga, perfeita, disponível a atender pedidos e realizar expectativas dos outros. 

A ideia do bloco é chamar a atenção para a naturalização do comportamento sexual da mulher não só no Carnaval, mas durante todo o ano. O trocadilho do 'Essa Fada' é uma defesa do direito da mulher à liberdade sexual e à segurança física e emocional, mais vulnerável numa festa como o Carnaval, quando o comportamento machista gera ainda mais excessos.
 

O grupo também desfila na segunda-feira de Carnaval, nas ladeiras de Olinda. Além de destacar de forma lúdica os preceitos feministas da liberdade de gênero, a ideia é visibilizar e valorizar expressões artísticas realizadas por mulheres. 

No final do ano passado, o grupo realizou uma prévia com a participação das ex-comadres fulozinhas Karina Buhr, Isaar e Aishá, uma formação de percussionistas que trazia ainda a cantora Andreza Karla, filha de Aurinha do Coco e Nerisvanda Rodrigues, trombonista da Orquestra 100% Mulher. 

No Carnaval de 2016, o bloco realizou o lançamento mundial da turnê do Ladama Project, projeto feminino com instrumentistas de diversas partes das Américas. O Ladama, da percussionista pernambucana Lara Klaus, está inclusive em segunda turnê nos EUA.

VEJA TAMBÉM: Com distribuição gratuita de camisinhas femininas, 'Essa Fada' desfila no Poço


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