"Amo a minha freguesia!", assim começou, em alto astral, o bate-papo com a coordenadora da feira de orgânicos em Casa Forte, Avany Maria dos Santos numa manhã de sábado. "Nesta vizinhança, é todo mundo muito legal. Chega muita gente feliz e todo mundo me trata muito bem. Claro que há os estressados, mas a maioria é nota dez", comemora. 

Há oito anos no batente, todos os sábados ela monta sua barraca na feira de orgânicos que há 14 anos é realizada no coração de Casa Forte, a praça. Avany garante que nenhum agrotóxico é colocado nas plantações.

Além da prática ser saudável para os clientes, ajuda na manutenção da saúde dos feirantes-agricultores. "Depois que a gente escolheu plantar desse jeito, raramente tenho uma gripe, só quando tomo muito sol na lavoura", explica a coordenadora.

Com preços convidativos (se comparados a verduras, frutas e legumes vendidos nas redes de supermercado), o visitante é capaz de encontrar uma palma de banana prata a R$ 3, um pacote de tomatinho cajá a R$ 3, um cacho com cinco cenouras pequenas a R$ 2, uma porção de alface crespa a R$ 1,50 (o mesmo valor para os maços de alface americana, coentro e rúcula), milho (3 por R$ 2), além de 5 kg de laranja pera ou mimo do céu a R$ 10. 

"Esses preços devem subir daqui uns 15 dias, porque há dois anos não aumentamos nada. A ideia é que os produtos, cada um, fiquem R$ 0,50 mais caros. Estamos analisando isso entre os feirantes", adianta Avany.

Se quiser pagar mais barato, a dica é chegar no fim da feira, que termina por volta do meio-dia, todos os sábados (e começa às 6h).


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