A Confeitaria Pernambucana é um daqueles lugares que você já entra inspirado pelos ares antigos que o  negócio te dá. Localizada na Rua de Apipucos, Zona Norte do Recife, desde 2016, a confeitaria (que também é café e antiquário) tem uma história que remonta a 1910, quando foi inaugurada no Centro do Recife pela família portuguesa Monteiro da Cruz, que veio de Portugal até a capital pernambucana no século 19.

No casarão onde está agora, também do século 19, são mantidos vários itens que estão na família há décadas, como móveis restaurados, pratarias, lustres e azulejos portugueses. Na área do antiquário há peças de decoração, utilitários e artigos de mesa à venda.

Ambiente da confeitaria (foto: Suzana Souza/PorAqui)

O local é bem iluminado com grandes janelas e vários espelhos, por isso talvez quem tenha algum grau de fotofobia se sinta incomodado. Já eu adoro ambientes clarinhos. O charme à parte é a decoração. O misto de antiquário, café e confeitaria faz do local uma opção legal para um cafezinho no fim da tarde ou um happy hour mais lady.

Experiência

Minha primeira visita ao local foi em uma sexta à tarde com duas amigas. Pra mim, moradora da Zona Sul do Recife, ir até Apipucos é sempre uma viagem, então eu aproveito logo pra fazer tudo que puder de uma só vez. Nesse dia que fui à confeitaria, visitei também a Fundação Gilberto Freyre (fica a poucos metros do local) e a igrejinha de Apipucos.

Ali por perto ainda estão o Museu do Homem do Nordeste e o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco. Dá pra fazer um passeio bem legal, gastando pouco e conhecendo o bairro a pé.

Detalhes da decoração (foto: Suzana Souza/PorAqui)

O cardápio da confeitaria é como deveria: vários clássicos portugueses, de docinhos a salgados, além de opções de cafés, cervejas, espumantes e champanhe. Conversando um pouco com a atendente, descobri que os doces haviam saído de um livro de receitas da família Monteiro da Cruz passado de geração em geração.

Adoro docinhos portugueses, pra mim sempre têm cara de comida feita pela avó. Eu e minhas amigas pedimos a mesma combinação: tartellete de maçã (uma tortinha com massa folheada) e um espresso. A tortinha estava uma delícia, mas é bem doce e tem um tamanho considerável, então, se você não estiver precisando de altas doses de glicose, deixe a gula de lado (como nós não fizemos) e divida a tartellete com o coleguinha.

Foto: Suzana Souza/PorAqui

Um ponto pra confeitaria melhorar é o quadro de funcionários. Apesar de ter sido atendida com atenção, só havia uma pessoa para nos receber, preparar os cafés e efetuar o pagamento da conta. Conversando com alguns conhecidos que já foram ao local, vi que a falta de funcionários é constante na confeitaria.

A falta de opções de cafés também é um probleminha. Eles não se aventuram em cafés mais elaborados e ficam no padrão espresso e capuccino. Já os doces portugueses são feitos com maestria: pastel de belém, hóstia de gemas, queijada, pastel de nata e pastel de santa clara estão no cardápio (com valores a partir de R$ 5).

Esta que vos fala e os azulejos portugueses 😀 (foto: Suzana Souza/PorAqui)

O local não conta com estacionamento e é proibido estacionar na Rua de Apipucos. Você tem que estacionar nas ruas laterais, em sua maioria feitas de paralelepípedos, o que dificulta ou impossibilita o acesso de pessoas com mobilidade reduzida (idosos, crianças e portadores de necessidades especiais).

Outro ponto negativo é a falta de opções de comidas sem leite, ovos e glúten. O cardápio segue a risca as tradições portuguesas, então se você é vegano ou intolerante a alguma substância, a confeitaria perde pontinhos.

?? O que eu mais gostei: a decoração antiga. É lindo de ver um ambiente restaurado e bem cuidado.
?? O que eu menos gostei: a falta de funcionários dá um ar meio improvisado ao negócio.
⭐ Recomendo: ???

 

Confeitaria Pernambucana
⏰ Terça a sexta, das 11h30 às 20h | Sábado e domingo, das 10h às 20h
? Rua de Apipucos, 1230
? (081) 3132-2007

Por Suzana Souza do Café na Cidade

Suzana é estudante de jornalismo pela UFPE e estagiária do PorAqui. Moradora de Setúbal (quase) sua vida toda, Suzana não nasceu no Recife, mas é 100% pernambucana. Tem uma estante de livros dividida por cores em um quarto amontoado de coisa e sonha em um dia, bem lá na frente, ser dona de um cafezinho no Centro do Recife. É também mãe de uma gatinea chamada Mila e uma catiorinea chamada Sofia. Ah! Suzana também é doida por comidinhas (taurina, né?), lugares bonitinhos e por falar tudo no diminutivo.

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