Você sabia que nas décadas de 1940 e 1950 o bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, era conhecido como a “mãe d’água”  durante o inverno? Quem conta essa história é a moradora Lúcia Maria Andrade da Costa Lima, de 79 anos, filha de Dona Ceminha, professora que educou gerações no bairro.

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De acordo com Lúcia, as chuvas não davam trégua entre o mês de maio e julho. “Não ficava nada empoçado porque a água escorria toda. Mas bastava passar cinco dias chovendo que subia aquela névoa. Íamos passear de lambreta de Casa Forte até Dois Irmãos e voltávamos com a lambreta toda coberta de névoa”, conta ela, que mora no bairro desde 1940, quanto tinha 2 anos de idade.

Ex-aluna do Colégio Sagrada Família, na Praça de Casa Forte, Lúcia conta que ia para as aulas e para a Igreja do Sagrado Coração de casaco de banlon, por causa da temperatura que variava entre 17 e 18 graus nessa época do ano. “Banlon era uma malha grossinha que esquentava e marcou época entre os jovens. Além disso, não podíamos sair sem capa, galocha e sombrinha”, recorda.

Colégio Sagrada Família – Foto: Josebias Bandeira/acervo Villa Digital

Na época, o bairro de Casa Forte era formado por sítios e guardava vários resquícios rurais, o que contribuía para o friozinho, atraindo muitos estrangeiros e comerciantes de fora.”Vários ingleses e alemães se encantavam com o clima do bairro e resolviam abrir negócios por aqui, principalmente padarias”, conta a moradora.

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