Desta sexta-feira (10) até domingo (12), o PorAqui publica uma pequena série com depoimentos de moradores de Casa Forte e do Poço da Panela sobre a violência e o medo que tomaram conta das localidades.

Depoimento de Felipe Marenas

Inicialmente, eu fiquei muito preocupado. Como me mudei há apenas cerca de um mês e já havia uma certa preocupação por estar voltando a morar em casa, não teria a segurança que um prédio oferece, eu agilizei as ações que deixariam minha casa mais segura. Mas como a violência continuou crescendo, a preocupação só foi crescendo. 

Qualquer barulho já deixa Carol, a minha mulher, em estado de alerta.

Já mudamos alguns hábitos. Normalmente usávamos a rua Jorge Gomes de Sá para voltar para casa. Após os casos de assalto, decidimos que só usaríamos a Avenida 17 de Agosto. 

E mudamos horários também. Remanejamos todas as reuniões para que as 17h todas já tenham acabado. Assim, conseguimos chegar em casa ainda com a luz do dia, já que os assaltos aconteceram entre 19h e 21h.

Ainda não pensei em estratégias para  melhorar o problema, mas eu percebo o Poço muito vazio, principalmente à noite. O movimento se restringe aos clientes do La Pasta e do Antica Roma. E isso eu falo na Estrada Real, nos arredores o breu é total.

Como minha casa fica perto desses estabelecimentos, não é escuro não, mas o Poço é mal iluminado, sim.


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