“Um lugar não físico, um lugar que nos habita por dentro ou que nos esvazia. Uma terra, uma raiz, uma fé, uma ausência de caminho, de saída.” É assim que o fotógrafo pernambucano Tiago Calazans define Solidão, exposição que ele inaugura nesta quarta-feira (25), no Museu Murilo La Greca, no bairro de Parnamirim, vizinho a Casa Forte, na Zona Norte do Recife.

Fruto de um trabalho de três anos de imersão do fotógrafo na cidade de Solidão, no Sertão pernambucano, a mostra tem curadoria da também fotógrafa Pri Buhr e retrata um sentimento e uma geografia que parecem conspirar, cúmplices, contra destinos.

Foto: Tiago Calazans

A 400 km do Recife, a cidade de Solidão, segundo Calazans, é uma geografia irrigada somente pela fé. Ele conta que havia na cidade uma fonte de água benta, que secou, em meados dos anos 1960. Mas ainda hoje o lugar atrai romeiros em peregrinação pelos caminhos que a água fez um dia. Atualmente, é a religião que movimenta essa pequena cidade, de onde moradores e visitantes afluem, entrando e saindo, pela mesma estrada.

O projeto foi contemplado, em 2014, pelo edital de Artes Visuais da Fundação de Cultura da Prefeitura do Recife e as viagens do fotógrafo à cidade começaram neste mesmo ano, contando também com o apoio da Prefeitura de Solidão.

Sobre o fotógrafo

Tiago Calazans é fotógrafo desde 2009 e sempre atuou na fotografia autoral. Teve seu primeiro trabalho, Chronus, exibido em Belém. Já expôs os ensaios Faces da Fé, em 2012, Discromatopsia e Banzo, em 2014, e participou com Solidão da exposição coletiva Everyday Brasil, organizada pela Everyday Golshahr, em maio de 2017, no Irã, além da III Mostra de Projeções da Fotoativa, em agosto de 2016, em Belém.

Serviço
Exposição Solidão, do fotógrafo Tiago Calazans
Abertura: 25 de outubro, às 19h
Visitação: De 26 de outubro a 22 de dezembro, de segunda à sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h
Museu Murillo La Greca (Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 366, Parnamirim)
Entrada Gratuita
Informações: 3355-3126