Oficialmente, o Recife tem 36 km de ciclovias, mas isso não quer dizer que a bicicleta como meio de transporte é uma prioridade na cidade. É só analisar as condições das vias e conversar com ciclistas da Zona Oeste para ter um bom diagnóstico do problema.

"Ter essa faixa é muito bom, mas é preciso ter também manutenção. A sinalização pintada no chão, que indica mão e contra mão, já está apagada há muito tempo", diz o comerciante Francisco Chagas, que usa a bicicleta para chegar ao trabalho no bairro do Cordeiro, através da ciclovia da Av. do Forte.

Além disso, ainda tem a falta de compreensão dos motoristas e motoqueiros. "Mesmo com a sinalização a gente vê carro e, principalmente, moto invadindo o espaço das bicicletas. O risco de acidentes é muito grande", alerta o comerciante Jessé Marcelino.

Ele trabalha bem em frente a uma ciclovia e conta que ja viu vários casos de desrespeito à faixa exclusiva para bicicletas. "Isso acontece por falta de fiscalização", afirma.

O caso mais flagrante do descaso com as ciclovia está na Av. 21 de Abril, em Afogados. Não fosse uma placa, nem dava para saber que há ali uma ciclovia. Não há sinalização no chão nem uma divisão clara em relação à pista de carros e motos.

Na Zona Oeste, a ciclovia corta a Rua Vinte e Um de Abril, no bairro de Afogados, Mangueira, Mustardinha, e segue pelas ruas Franco Ferreira e Delmiro Golvêia, em San Martin e Torrões. Encontra a Avenida do Forte no bairro do Cordeiro, onde ciclista pode seguir até as proximidades do Parque de Exposição de Animais na Avenida Caxangá. 


O jornal de bairro evoluiu. No PorAqui, você encontra estações de conteúdo hiperlocal e colaborativo.

Para baixar o aplicativo: Android e iOS

Sugestões e colaborações: zonaoeste@poraqui.news