Artesã há 16 anos, há quatro, Deborah Assunção criou uma marca chamada Arte em Linha, que produz acessórios de macramê. Ela já participou da organização de algumas feirinhas e sonha em iniciar um movimento para reunir alguns empreendedores e especialmente empreendedoras na Praça do Hipódromo, perto de onde ela mora na Encruzilhada.
“O que percebo é que por ser uma artista que começou sem nenhum capital de giro e sim por resistência mesmo de luta diária como mulher, mãe e artista, vejo que, pra nós que não temos esse privilégio como muitas marcas que estão fazendo sucesso têm, por ter esse capital de giro para divulgar seu trabalho, existe menos aparição nas mídias de comunicação”, conta.
Além dos acessórios, Deborah já fez um trabalho de aplicações no figurino de uma quadrilha junina, além de oficinas dadas em alguns coletivos feministas e programa da Secretária da Mulher de Recife. “É de fato muito real que há muitos artesãos fazendo trabalhos maravilhosos e sem reconhecimento e abertura de divulgação maior de seu trabalho, por se tratarem de artistas que estão fazendo tudo de forma menos voltada pelo sistema que nos é colocado como empreendedor”, explica.
O macramê é uma técnica de tecelagem como o crochê e o tricô, que diferente deles não utiliza nenhum tipo de instrumento ou maquinaria para tecer. Macramê significa nó, há especulações de que o nome surgiu do árabe ou do turco, e existe desde a pré-História.