Formado recentemente, o grupo Samba de Moças ensaia todos os domingos na Praça do Hipódromo e já tem feito oficinas aos sábados – caixa e surdo –  e quintas (tamborim). A ideia que Samantha Catramby já vinha gestando há dois anos é abrir espaço para que mais mulheres possam tocar um dos ritmos mais tradicionais da música brasileira.

“O samba também é um ritmo de Pernambuco e tem inclusive uma linha de historiadores que dizem que o samba nasceu primeiro aqui”, explica a idealizadora do Samba de Moças, que conta com o apoio de seu companheiro Vuca da Gigante (Rivaldo) para tocar o projeto. Eles fazem parte da tradicional escola da Bomba do Hemetério.

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Hoje, ainda são poucos os grupos de mulheres que tocam samba. Samantha lembra Sambadeiras e Samba Só Delas, que são de Olinda. Outros se dedicam ao maracatu, como é o caso do Conxitas. Mas certamente ainda há espaço para muitas outras iniciativas, espera.

Ela vem de uma outra tentativa. Mas conta que não queria criar nada voltado para o comercial: “meu intuito é que tenha mais mulheres no samba. Por que nas escolas as poucas que tem só tocam instrumentos leves tipo maraca e tamborim, quase não tem espaço para quem quer tocar surdo, caixa e repique”.

O Samba de Moças não cobra por mensalidades, nem oficinas. Atualmente, 70% do grupo está aprendendo a tocar seu primeiro instrumento e o restante está aprendendo novos. A renda obtida até agora vem da venda de camisas para as integrantes do bloco e bebida na hora dos ensaios, que vai ajudar o grupo a sair em Olinda e no Recife no Carnaval de 2018.

Ensaios do Samba de Moças
Domingos, das 14h às 17h
Praça do Hipódromo (próximo à Academia da Cidade)
Contatos: (081) 99858-6000 (Samantha Catramby)
Participação gratuita

Antigo Hipódromo de Campo Grande funcionou até 1898