Funcionários do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), conhecido como Maternidade da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife, fizeram uma paralisação de 24 horas em protesto à superlotação, falta de leitos e falta de condições de trabalho para o atendimento das grávidas. O protesto encerrado hoje não é o primeiro.

Vídeos postados na página do Sindicato dos Servidores da UPE mostram a situação precária do que já foi um espaço de referência na Zona Norte do Recife. Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, nos últimos cinco anos, Pernambuco fechou 136 leitos de obstetrícia.

Maternidade da Encruzilhada permanece com dois setores interditados

Uma comissão composta por 5 servidores e 2 representantes do sindicato esteve na sede do Coren-PE, reivindicando intervenções para solucionar todas as irregularidades da maternidade. Os profissionais solicitaram que o órgão tome uma providência para que fatalidades não aconteçam no Cisam.

A falta de profissionais, aliada à demanda crescente de pacientes, têm tornado o dia a dia na unidade de neonatologia do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), também conhecido como Maternidade da Encruzilhada, insustentável, segundo os funcionários.

Presidente do Sindupe, Erico Alves, exemplifica em reportagem à TV Jornal: “na emergência do Cisam era para ter dois enfermeiros e só temos um, onde um era para fazer a classificação de risco e o outro o atendimento na sala vermelha. Alguém vai sofrer. Outro problema é em relação aos técnicos de enfermagem, era para termos quatro e hoje só temos dois”, conta.