Um dos responsáveis pelo Phantom 5, projeto que apresenta a arte contemporânea de forma simples para a população recifense, Pedro Melo é designer, artista plástico e reconhecidamente um cara criativo. Até de DJ ele está aparecendo agora, junto com seu parceiro Steve Coimbra (Neneco).

Mas andar com o sócio da Backer Design & Motion no Mercado da Encruzilhada é conhecer o “Galego”, que todo mundo conhece por ali pois desde pequeno ia comprar linha, botões e outras coisinhas para sua mãe (que é costureira). Ou o ciclista que vai buscar a bike deixada lá na Reciclo Bikes e aproveita para pegar um PF no Minha Deusa.

Pequena e prática lista para consertar (quase) tudo na Encruzilhada

Conheça um pouquinho das diversas facetas de Pedro Melo, que de tão simpático fez do projeto Troca Por Um Quadro um grande sucesso e aprendeu a viajar mostrando sua arte.

Pedro participa da primeira visita guiada da Phantom 5 na exposição de Rodolfo Mesquita, no Museu do Estado (Foto: Divulgação/Phanton 5)

Apesar de ser mais conhecido pelo seu trabalho como artista plástico, Pedro Melo conta que se mantém através do trabalho como designer. Já trabalhou em jornais, passou por uma experiência no Curso Abril em São Paulo e se decepcionou por não conseguir ficar por lá.

De volta ao Recife, decidiu viver a capital pernambucana como gostaria de ter uma vida em qualquer metrópole do mundo. Anda de bicicleta, sai à noite e seus projetos para poder viajar de forma econômica e apresentar a arte contemporânea aos recifenses parecem completar a personalidade desse apaixonado pelo mundo.

Almoçamos no Minha Deusa por sugestão do artista (Foto: Eduardo Amorim/PorAqui)

De família simples, Pedro cresceu no ambiente do Mercado da Encruzilhada. Ele enumera uma sequência de lojas em que costumava vir desde sua infância: Marcílio para comprar botões (“a mulher dele, Teresa, foi minha professora de Biologia”), Neta quando sua mãe queria um pedacinho de pano. Só para de falar quando alguém grita “Galego” e vem com uma novidade para contar ao “menino”.

Na hora de comer, ele costuma ir almoçar no Minha Deusa, mas curte também o Bragantino e na outra praça de alimentação tem um amigo dele que tem um bar (Wellington). Ainda não é frequentador das novas lojas do mercado, mas conserta sua bicicleta na Reciclo Bikes e conta que chegou a vir um sábado para o Radiola no Mercado.

Depois de morar em três apartamentos do mesmo prédio, em frente ao baobá da Encruzilhada, o artista acabou saindo do bairro por conta do som alto de um dos bares que se instalou no antigo terminal dos ônibus elétricos (ao lado de Ernandes). Por mais que ele viaje o mundo e apresente a “complexa” arte contemporânea às pessoas, o quintal, supermercado e feira de Pedro parecem continuar sendo o mercado.

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