Fim de ano é tempo de brindes com taças cheias de borbulhas. Para não errar na hora de escolher o espumante que você vai tomar durante as comemorações, confira a seguir algumas dicas que o canal Escrivinhos preparou para os leitores do PorAqui.

O que é espumante?

Um vinho normal fermenta apenas uma vez. Já o espumante duas vezes. Na primeira, o açúcar da uva é transformado em álcool. Na segunda, são adicionados açúcares e leveduras, que produzem álcool e gás carbônico, responsável pelas bolhinhas, também chamadas de perlage.

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Há dois métodos de fabricação da bebida. O Champenoise é o tradicional, no qual a segunda fermentação acontece na própria garrafa. Esses espumantes costumam ter mais complexidade e elegância. Já no método Charmat, a segunda fermentação acontece em tanques de aço inoxidável. Esses são mais jovens, frescos e frutados, além de custarem mais barato.

Champagne e espumante são a mesma coisa? 

Não. O Champagne é produzido na França, em Champagne – única região do mundo que pode usar esta denominação. É feito apenas pelo método tradicional. Os demais são classificados como espumantes, podendo ser elaborados através dos dois métodos, Champenoise e Charmat.

Outros tipos de espumantes também são conhecidos pelos seus nomes. Os mais populares são o Cava, da região de Penedés, Espanha, e o Prosecco, elaborado no Vêneto, Itália.

Quais os tipos de espumante? 

Na hora de comprar, observe bem o rótulo. O Brut é seco, o Demi-Sec é meio seco ou levemente adocicado e o Moscatel é doce. Os espumantes brancos podem ser feitos tanto de uvas brancas como de tintas, assim como os rosés.

O espumante é bom quando: 

Apresenta boa perlage, borbulhas minúsculas e duradouras, é aromático e tem boa acidez na boca, sem deixar amargor. Quanto ao gosto, aí é uma coisa pessoal.

Como servir: 

A taça adequada para o espumante é a tipo flute, em forma de tulipa fina, que conserva melhor as bolhas. A bebida deve ser servida gelada, perto dos oito graus. Na hora de abrir, evite “estourar” a rolha, pois nesse processo perde-se o que o espumante tem de mais precioso: o gás carbônico.

Os brasileiros

Os espumantes nacionais estão com tudo no mercado internacional. A vocação do Brasil para a produção desse tipo de bebida já é notadamente comprovada. Por isso, aposte sem medo nos rótulos nacionais.


A jornalista e sommelière Fabiana Gonçalves, do blog Escrivinhos, escreve PorAqui sobre o mundo do vinho, com dicas sobre eventos, degustações e muito mais.

 

 

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