Tem gente que espera a chegada do Carnaval o ano inteiro e, há também quem aguarde, o período das festas juninas para se esbaldar com as iguarias derivadas das fartas colheitas de milho com a fertilidade das terras, principalmente no Nordeste.

De origem na agricultura ou religiosa, o ciclo também é momento adequado para testar o autocontrole alimentar, já que o milho, rico em carboidratos, se caracteriza como uma ótima fonte de energia, mas, por ser utilizado em diferentes receitas, costuma ser bastante calórico e pode sabotar qualquer dieta.

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Para a nutricionista Larissa Almeida, é hora de se alimentar com parcimônia. “Para quem tem dieta, o ideal é fazer a substituição baseada em quantidades. Para quem não tem, escolha um alimento e coma uma porção que satisfaça”, esclarece.

(Foto: Giselli Carvalho/Colaboração)

O consumo de 100 gramas de batata doce, calculado pela nutricionista, que equivale a quatro colheres de sopa da raiz cozida e amassada, são proporcionais em calorias a cada porção de: meia espiga de milho pequeno, um terço de uma pamonha pequena, três colheres de sopa de canjica, três colheres de sopa de munguzá, uma fatia fina de bolo de milho ou pé de moleque e uma colher de sopa de milho para preparar a pipoca. Tudo isso, claro, sem utilizar óleo ou lambuzar aquela boa manteiga.

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E o sabor único e maravilhoso do amendoim torrado com leite condensado ou rapadura? Tem também a maravilha química que acontece ao misturar ovos, leite de coco, coco ralado, queijo parmesão e leite condensado, na deliciosa queijadinha? Como eu vou fazer?

A nutricionista Larissa de Almeida | Foto: Divulgação

“Além de reduzir a quantidade consumida, uma estratégia é pegar as opções sem adição de açúcar. Muitas padarias já substituem alguns ingredientes, como o açúcar por adoçantes e adotam o leite de coco light”, lembra a nutricionista, que enfatiza que o milho não é um vilão. O problema não é comê-lo e, sim, a quantidade ingerida e as composições feitas com ele.