“Este ano promete!”. Na verdade, bênção, quem promete é a gente. E promessa é como smartphone: feito pra quebrar. Ademais, é muita irresponsabilidade jogar, no colo de quem acabou de chegar, uma série de metas que, cá pra nós, estão mais para os 12 trabalhos de Hércules do que para objetivos pessoais plenamente realizáveis.

Mas a esperança é a única que morre, não é mesmo? Então, novamente, vamos nos ludibriar violentamente, porque o alívio para a frustração é o sonho, ainda que, sonhando apenas, a gente fique mais frustrado.

Tem boquinha, não! Recifense toma banho e já sai suado

Desculpem-me pelo tom pessimista. Eu sou desconfiado por natureza. Mas querem ler uma coisa boa? Em 2017 eu cumpri minhas metas. De 2014. De grão em grão a galinha enche o papo e depois recebe antibiótico e hormônio, fica cheia de problema de saúde e morre.

Bem, eu preciso finalizar esse texto desejando algo de bom para vocês, do contrário, ficará a impressão de que eu não acredito na humanidade. Para ser sincero, eu não acredito, mas me pediram para não escrever isso no texto.

DR pra quê? Vá de Uber

Por fim, eu desejo que você não tome tanto no papeiro como em 2017. Eu desejo que as únicas reformas pelas quais você passe sejam as da sua casa e feitas sob sua vontade. Eu desejo que você não morra de tiro, de acidente de trânsito, de desgosto ou de inveja. Eu desejo que você não seja apenas uma estatística.

Mas a minha maior aspiração é de cunha ambiental: eu que desejo que, em 2018, você não jogue lixo nas urnas.

FELIZ ANO NOVO!

 

Daniel Barros é recifense, formado em Letras pela UFPE. Atualmente mora no Derby, mas é cria da CDU. Come e bebe em demasia. Já tomou muita cerveja no Mercado da Encruzilhada.  Nos intervalos, anda de ônibus. Nesta vida, veio a passeio, mas ficou preso em Abreu e Lima. É conteudista colaborador do PorAqui para desperdiçar seu tempo.

 

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