De hoje (2) até domingo (5), o PorAqui vai mostrar quatro experiências de mobilidade a caminho das escolas particulares no bairro das Graças. A volta às aulas costuma ser o marco da (i)mobilidade no Recife: muito carro, ônibus lotados, pouquíssimo espaço para bikes.

Com o retorno às aulas das escolas, a frota de veículos nas ruas da capital tem um aumento médio de 25%, segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU). Considerando a estimativa da frota circulante na cidade, que recebe veículos de toda a Região Metropolitana e que chega a 1,2 milhão, no período de férias escolares existe uma redução média de 250 mil automóveis.

Na primeira reportagem desta minissérie, mãe e filha contam por que resolveram desistir do carro no meio do caminho para a escola. Acompanhem PorAqui as experiências de quem vive e estuda no bairro.   

Daniela e Liz

Primeiro dia do ano letivo. A assessora de imprensa Daniela Almeida e a filha Liz, de 5 anos, provaram o quanto é complicado enfrentar o trânsito da cidade no horário de pico da manhã. Elas moram no Espinheiro, bairro vizinho ao nosso, perto do Instituto de Olhos do Recife (IOR), e a pequena estuda na Escola Encontro, aqui nas Graças. 

A mãe já sabe todos os caminhos possíveis: pela Av. Conselheiro Portela até a Av. Rui Barbosa, pela Rua do Futuro até a Rua Bruno Maia. Mas ontem (1º de fevereiro), dia do retorno à escola, elas decidiram fazer um trajeto diferente: pegar a Rua Amélia até a Rua da Hora, Av. Rosa e Silva e Rua Bruno Maia. Deu ruim.   

“Saímos de casa às 7h30. Liz já estava atrasada. Quando cheguei à Rua Amélia, travou tudo. Ficamos paradas cerca de dez minutos na Rua da Hora. Como não andava, decidi que iríamos a pé”, conta, dizendo que a filha encarou o "desafio intermodal" numa boa. 

Daniela estacionou o carro por ali mesmo e decidiu levar a filha andando, senão elas não chegariam e a paciência, no meio do trânsito recifense, esgotaria-se rapidinho. “Cheguei na mesma hora que uma mãe que tem arrumar gêmeos”, diz, rindo. 

“Tem muitas famílias que pensam até se a escola tem estacionamento na hora de matricular os filhos, mas eu acredito que não se pode escolher o colégio em função disso. Você tem que pensar qual metodologia você vai querer para seu filho, quem são os professores”, avalia Daniela. “Mas o ideal é morar num raio de dois quilômetros do colégio”, conclui.

Liz chegou 20 min atrasada apenas. Segundo a mãe, para evitar o trânsito, só mesmo saindo bem cedo. “Faz toda a diferença sairmos às 7h se quisermos ir de carro. Em menos de 10 minutos, estamos na escola”, dá a dica.


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