Em frente à igreja, perto do Rio Capibaribe, há um casarão branco e amarelo, que respira verde e tem um jeito de coisa de antigamente. Ali fica A Fazendinha, em plena Rua das Graças, no bairro que leva o mesmo nome, na Zona Norte do Recife.

O restaurante existe há exatamente 22 anos, comemorados hoje, 27 de novembro! A relação do empreendimento com o bairro vai além da longevidade: o próprio nome “A Fazendinha” foram os moradores que deram. “As pessoas não diziam ‘Coisas da Fazenda’, diziam, de forma carinhosa, ‘Fazendinha'”, lembra José Brandão, que está à frente do negócio junto com Vital Carvalho.

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Começou como um armazém que vendia produtos do interior, na casa ao lado da igreja, onde hoje fica o Tulasi. De mudança para um espaço maior, na mesma rua, evoluiu para restaurante também a pedidos de clientes, já que vendiam feijoada, dobradinha, sarapatel. Já foi também sorveteria self-service, “a terceira do Recife”, segundo Brandão.

O “vizinho” é quem manda

Logo que começou a Lei Seca, em 2008, o empreendimento deu mais guinada: agora, além de restaurante self service, se tornara também bar. “A vizinhança começou a pressionar para que abríssemos um bar. Aí a gente resolveu abrir à noite com cerveja, sopa, mas a gente não é um bar”, explica. “Somos um restaurante, queremos facilitar a vida das pessoas, dos vizinhos.”

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Sem querer, virou ponto de encontro para quem vai à igreja, pros estudantes das escolas da região, pras reuniões da Associação por Amor às Graças, pra Orquestra de Médicos que faz seu ensaio ali, uma vez por mês.

“Não são clientes, são vizinhos. A gente conhece pelo nome, não é aquela relação comercial”, diz Brandão, que nasceu no interior da Paraíba, mas que vê as Graças como um reduto quase interiorano no meio da cidade.

“As Graças só faltam ter cadeira na calçada”, fala. “Não sei se isso poderia acontecer em outro bairro. A gente aqui tem uma sorte muito grande. É meio interior, na frente da igreja, tem festa na paróquia.”

Pra quem ainda não conhece, o almoço de comida regional e caseira custa R$ 45,90 o quilo. A ceia fica por conta das oito opções de sopa, como a de cebola, tomate, alho poró ou caldo verde com torradas R$ 6 (a tigela pequena) e R$ 9 (a grande).

No bar, a Devassa Puro Malte 600 ml  custa R$ 7,50, enquanto Original, Heineken e Eisenbahn saem por R$ 10.

O hambúrguer na brasa pode ser pedido através do delivery. Para as Graças, o serviço custa R$ 3.  Os preços são bem razoáveis. Os mais elaborados custam entre R$ 15 e R$ 19. O hambúrguer com 180 g de carne servido no pão bola com mussarela, tomate, cebola empanada na cerveja e alface custa R$ 6.

 

A Fazendinha
Rua das Graças, 219, Graças
Horário de funcionamento: todos os dias, das 11h às 15h; de terça a domingo, das 17h às 23h
(81) 3421-3345