Os sábados continuam sendo de música nos jardins do Museu do Estado de Pernambuco. Na programação deste fim de semana, o evento conta com a banda pernambucana Abeokuta, que vai animar o espaço com seus acordes. O PorAqui conversou com Jedson Nobre, baixista e fundador do grupo, que vai se apresentar no Ouvindo e Fazendo Música no Museu, no próximo dia 11, às 17h. 

Com oito integrantes, o grupo mistura jazz, funk e afrobeat num show que traz referências da world music em composições autorais para ninguém botar defeito. Além de Jedson Nobre, no baixo, a Abeokuta é formada por  Chico Farias (guitarra), Hood Rocha (voz e teclado), Eric Amorim (teclado), Antônio Marques (baterista), Samuel Negão (percussão), Parrô Mello (sax) e Marcinho Racional, no trompete.

PorAqui – Por que o nome Abeokuta?

Jedson Nobre – Abeokuta é a cidade onde Fela Kuti nasceu, capital do estado de Ogun, na Nigéria. É  uma referência ao cara que criou o gênero afrobeat.

PorAqui – Qual o repertório que vocês prepararam para a apresentação do sábado?

JN – O repertório é de música autoral. Como o projeto Ouvindo e Fazendo Música no Museu tem um tempo pequeno para apresentação, não podemos nos estender tanto. Falo que é pequeno porque tem show da gente que já chegou a durar duas horas e meia. Isso depende do lugar, da empolgação do público e da banda, mas lá só temos uma hora de apresentação.

PorAqui – Como se deu o início da banda?

JN – Como um bom conhecedor da música africana e seus gêneros musicas, eu tinha bastante vontade de ter uma banda que tocasse ritmos africanos como afrobeat, highlife, juju music , ethiojazz, entre outros. Mas o pontapé inicial, o start, foi quando tive um encontro com um dos fundadores do afrobeat, o nigeriano Tony Allen, que criou o gênero juntamente com o maior músico africano, o Fela Kuti. Daí tive inspiração e entusiasmo para montar a banda.

PorAqui – World music como a que vocês fazem é meio raro por aqui, não é?

JN – Sim, o som que a gente faz realmente não é um som popular e que as pessoas têm costume de ouvir, com harmonias, arranjos mais trabalhados e  músicas muito extensas. O público ainda está conhecendo a estrutura do afrobeat e da música africana, que é nossa maior influência além da música afro-brasileira

Serviço:

Abeokuta no Ouvindo e Fazendo Música no Museu.
Quando: Sábado (11), às 17h.
Onde: Museu do Estado de Pernambuco, localizado na Av. Rui Barbosa, 960.
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia).


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