Vila Amizade. É esse o nome do empreendimento que vai ocupar o casarão amarelo da Rua da Amizade. Padaria artesanal, delicatessen, cafeteria e lanchonete vão dividir o mesmo espaço.

As obras estão em sua etapa final, mas, segundo contou ao PorAqui um dos sócios, Frederico Luna, a inauguração deve ser feita ainda no final do primeiro semestre. “Devemos abrir no final de junho, pois, mesmo que a obra fique pronta, queremos dar treinamento aos funcionários”, explica Frederico, um dos proprietários junto com o pai, Bruno, e o irmão, Francisco.

A família de Betânia Corrêa de Araújo, mãe de Frederico e Francisco e esposa de Bruno, adquiriu a casa do século XIX ainda nos anos 1940. Foi onde cresceu e morou até fins dos anos 1970. A partir daí, foi endereço de escola, curso e vários outros empreendimentos.  No entanto, os proprietários do imóvel estavam vendo o patrimônio se desgastar a cada novo inquilino.

A decisão de montar uma padaria/delicatessen foi tomada, antes de tudo, para preservar o casarão, que é considerado um Imóvel Especial de Preservação (IEP), segundo lei municipal. “Pesquisamos o que estava faltando nas Graças. Pensamos na padaria como um empreendimento que recupere a casa e seja sustentável”, conta Frederico.

O projeto arquitetônico preserva a fachada, mas lá dentro o que se vê é uma intervenção bastante inusitada. A arquiteta responsável, Juliana Monteiro,  decidiu deixar à mostra o que seriam os desenhos dos antigos cômodos. Olhando para o teto, dá para ver a linha do que seriam os quartos, o corredor.

Além disso, as atuais divisórias são de vidro, deixando à vista a cozinha tanto para quem está dentro da loja quanto para está do lado de fora, dando para ver os fornos e a movimentação interna através de grandes janelões de vidro. No salão, o piso original foi preservado.

O estacionamento para 13 carros foi construído no terreno em que ficava uma casa menor, de estilo geminada, também propriedade da família Luna

Pães – O trio está trazendo para o bairro uma padaria artesanal, “uma padaria com algo a mais”, segundo palavras de Frederico. Convidaram o espanhol Javier Vara para prestar consultoria na fabricação de pães, principalmente com fermentação natural, que é mais lenta se comparada à fermentação biológica. “O pão fica mais saboroso, com casca mais crocante e sabor mais azedo”, compara Frederico.


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