Ah, o amor!

Semana passada foi dia dos namorados. Lembro bem como a minha casa ainda estava caótica demais para pensar em aproveitar o bairro na data (fora que era em plena segunda-feira): o dia 12 se resumiu a uma pizza, eu, minha mãe e as caixas incompletas espalhadas pela casa.

Um ano depois, nenhuma caixa espalhada e a vida organizada, eu pude ver o amor se espalhar pelo bairro.

Quando sua casa vira lar é porque seus livros encontraram um lugar

Desde o presente que eu escolhi e acabei comprando com uma moradora do bairro, até decidir comemorar o dia no Burgogui. Mas esse amor vai além.

Em “as sem –razões do amor”, Drummond diz que “Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse.” Podemos ver amor em tantas coisas.

Foto: Heloiza Montenegro/Colaboração

Nos últimos dias, eu vi amor no queijo maçaricado do Wayne’s Burger. Vi amor nas florzinhas rosas que nascem na Rua da Amizade – e que deixam a rua com o nome mais bonito ainda mais bonita. Vi amor – ou o resto dele – na caixa dedicada a avó. Eu vi amor nos cachorros brincalhões nas ruas, na senhora que vende milho em frente ao RM Express, no bolo de chocolate da Pão de Padaria.

Vejo amor nas chuvas quase diárias, nas manhãs frescas e nas noites quase frias. Eu vejo amor no feijão tropeiro que uma amiga mineira trouxe pra minha casa. Eu vejo MUITO amor no sentimento de férias chegando. Nos sons da festa de São João de alguma escola da região que eu consegui ouvir da minha janela. No silêncio da rua quando o Brasil joga na Copa do Mundo.

Dai Graças ao amor. Pois é aqui que ele mora.

 

Heloiza Montenegro, novata no bairro, pode ser encontrada com a cabeça enfiada num livro, dormindo em um ônibus ou tomando chocolate quente. Ou escrevendo para o seu blog Em 365 dias.

 

Os conteúdos publicados no PorAqui são de autoria de colaboradores eventuais e fixos e não refletem as ideias ou opiniões do PorAqui. Somos uma rede que visa mostrar a pluralidade de bairros, histórias e pessoas.