Numa das minhas primeiras visitas ao Rio de Janeiro, eu conheci Domingos Ferreira, ali em Copacabana.

Não, não literalmente.

Acontece que as ruas do Rio de Janeiro que levam nomes de pessoas são identificadas: o nome da rua e uma pequena frase, deixando claro quem foi a pessoa (faz tanto tempo, eu nem lembro mais quem foi Domingos Ferreira).

Mas achei engraçado ter que me ‘bandear’ até o Rio de Janeiro pra eu saber quem era aquele nome, nome que assombrava meus pesadelos sempre que largava do estágio (eu estagiava no Hospital Pedro II e morava em Barra de Jangada).

Graças para iniciantes: entre histórias, lugares e árvores

Sentido: Graças

E, durante tantos anos passando por ruas e mais ruas com nomes que nunca fizeram tanto sentido (ou nenhum mesmo), eu me mudo para as Graças. Onde tudo quer tentar fazer sentido.

Me lembro de quando passei pela Rua do Cupim pela primeira vez e ali estava toda a explicação. Um google aqui, um post no PorAqui ali, e eu já tinha toda aquela história ali na minha mente. E fiquei, desde então, fascinada por ela.

Graças para Iniciantes: os caminhos entre as árvores

Entre clubes, cardeais, engenhos, escritores, abolicionistas, tenho me debruçado sobre as placas produzidas pelo Instituto Arqueológico, Histórico e  Geográfico Pernambuco (cujo prédio eu devo uma visita, desde a época da faculdade de Museologia). E eu acho sentido no meio das ruas anônimas.

Obs.: Falando em placas e ruas anônimas, espero que a pequena Calopsita tenha sido encontrada.

Cartaz encontrado na Rua do Futuro (Foto: Heloiza Montenegro/Colaboração).

Obs².: Feliz Ano Novo! Que 2018 seja como o sundae da Vó Philó (na frente do estádio dos Aflitos), que tem gosto de infância. E farto como a batata frita do Burgomestre.

 

Heloiza Montenegro, novata no bairro, pode ser encontrada com a cabeça enfiada num livro, dormindo em um ônibus ou tomando chocolate quente. Ou escrevendo para o seu blog Em 365 dias.