Diante da adesão de escolas privadas à mobilização nacional que ocorre nesta sexta (31), famílias que moram ou têm filhos que estudam nas Graças compartilham através do PorAqui o que pensam sobre os colégios terem suspendido as atividades na data de hoje.

Confira a opinião de pessoas que têm crianças no Instituto Capibaribe, a primeira instituição de ensino do bairro a anunciar a adesão. Afinal a escola deve ou não manter as aulas em dias como esse?

João Baltar Freire, jornalista, dois filhos no Instituto Capibaribe

Acho que faz parte da democracia, mas me incomoda ver a instituição tomar partido, há o outro lado da moeda, gente séria e estudiosa que acredita que as reformas, condenadas pela escola, são necessárias. Gostaria de me sentir seguro que meu filho vai ter acesso e liberdade de escolher entre vários pontos de vista.

Não sou contra o colégio paralisar se esse foi um acordo entre professores, funcionários e direção. Mas acho que o colégio não deve tomar partido nos méritos das reivindicações. 

Concordando ou não com elas, eu gostaria da neutralidade da instituição, até para ter segurança de que meu filho vai ter sempre oportunidade de ver múltiplas abordagens para um assunto. Mas não sou contra a paralisação, acho que faz parte das democracia e nós estamos vivendo uma democracia.

Juliana Endriss, advogada, um filho no Instituto Capibaribe

(foto: Luís Santos/colaboração)

Eu não acho polêmico [o fato da escola paralisar as atividades] , acho que é uma atitude correta. Todas as escolas deveriam seguir essa postura do Capibaribe porque vivemos uma crise institucional, para não falar em golpe, e a escola precisa se pronunciar.

É um núcleo social, ela não vive dentro de uma bolha. Então é importante que a escola enquanto esse núcleo, participe ativamente das questões sociais que estão colocadas no País, seja na esfera política, econômica ou social propriamente dita. 

Claro que causa um transtorno para as famílias. Evidente que, no nosso caso, vai causar porque nosso filho vai estar em casa e a gente vai ter que procurar alguma atividade ou modificar a logística da casa para se adequar a isso. Mas transtornos nesse momento de crise institucional fazem parte, é importante para a gente sair da zona de conforto. É preciso sair da zona de conforto e discutir. 

O Capibaribe tem essa atitude de sempre aderir às mobilizações. Inclusive, quando a rede pública de ensino entra em greve, a escola também adere em solidariedade à rede pública. A rede privada não pode se dissociar tanto. Já existe a dissociação que é imensa, e o Capibaribe traz esse papel: tira todo mundo da zona de conforto. 

"A rede pública está em greve, nós vamos fazer greve que é para todo mundo refletir sobre o sistema educacional do país", é assim que pensa a escola. Então não me estranha que tenha aderido à mobilização e acho extremamente positiva que os professores participem e que os pais também participem da mobilização.

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