Mora nas Graças há mais de 20, 30 anos? Então se prepare pra esse túnel do tempo que o PorAqui organizou pra você!

  1. Foi pra inauguração do McDonald’s da Agamenon, que não foi o primeiro de Pernambuco, mas, para quem morava nas Graças, era como se fosse – e ir lá com a turma da rua era um acontecimento! Botava-se a melhor roupa pra comer hambúrguer. Tudo no maior estilo!

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2. Ia pra todos, eu disse TODOS os shows que rolavam no Português, de forró ao Grande Encontro, passando solenemente por cima do seu próprio gosto musical. Mesma coisa no Circo Maluco Beleza – você ia do show do Asa de Águia ao primeiro Abril Pro Rock, que lançou gente da estirpe de Chico Science e Nação Zumbi e Mundo Livre  S/A. Você se permitia porque você era “eclético”.

3. Adorava os sanduíches da Burgomestre. E quando levava alguém de “fora”, se amostrava com seus conhecimentos acerca da maionese caseira deles.

4. Quando queria variar o lanche, que a gente chamava de lanche mesmo (ainda não era fast food), a turma ia pra Mania de Comer, cuja maionese caseira também deixou saudades e é parte do patrimônio afetivo de toda uma geração de “graciosos”.

5. Almoço de domingo era no Galeto do Alvorada. Não tinha essa história de pedir pra comer em casa não. A receita é outro clássico da gastronomia das Graças, apesar do restaurante ficar no Derby!

6. Tem o passaporte carimbado com graaandes noitadas no Depois do Escuro, Cantinho das Graças, Som das Águas, Clube da Farra.

Pausa para uma informação relevante:

As Graças chegou a ter, nos anos 90, uma associação de bares. Cerca de 40 empreendimentos ocupavam o bairro. Se hoje temos A Caverna, a Bodega de Veio, o Boteco Porto Ferreiro, entre outros, no fim dos anos 80 até o fim dos anos 90, o bairro era a região mais boêmia da cidade. Incrível, né?

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7. Saía da escola, de farda mesmo, direto pro pagode que rolava na Rua das Pernambucanas, nas tardes de sexta. O nome do lugar era Remelexo. E, nos anos 80/90, Som das Águas.

8. Ficava encantado ou encantada (e ainda fica, claro!) com os nomes de ruas mais lindos do Braséllll: Rua da Amizade, Rua das Graças, Rua das Pernambucanas, Rua das Creoulas.

9. Era doido pra conhecer a casa de José Santeiro e ver o coqueiro que tem no meio do sala e sai pelo telhado em direção ao céu.

10. Ia pra missa e nunca se incomodou com sino. Afinal, o barulho está lá desde antes de você nascer.

11. Comprava salgadinho de queijo na PanAmizade. Se saudade tem um sabor, é desse salgadinho! Ah, tem nome melhor pra uma padaria?

12. Derby Center era o shopping. Não importava se era o I ou II, toda tarde você batia ponto lá. Shopping Recife era pros fracos (ou pro fim de semana com a família). Tinha fliperama, sorveteria, loja de revista (a Jornalivro, lembram?). Tinha doceria que vendia salgadinho. Ou seja, era um parque de diversões completo (ou não?).

13. Alternava suas tardes em duas papelarias: Modelo e Moderna. E fazia coleção de clipe de papel, que era a única coisa que dava pra comprar com a mesada.

14. Jogava futebol no sítio, um campinho que ficava na beira do Rio Capibaribe, ali no final da Rua Jacobina.

15. O Português era a nossa Meca, como se vê. Todo domingo, tinha Roller Dance, com Cuscuz. Tinha gente que nunca colocou um patins nos pés. Ia pra paquerar mesmo, no melhor estilo “gente bonita em clima de paquera”.

16. Você testemunhou o surgimento histórico da primeira sorveteria a quilo das galáxias (será?), que ficava na Rua das Graças onde hoje é o Tulasi.  Estou tentando lembrar o nome, mas não recordo de jeito nenhum. Mas vai um sorvetinho de mangaba com chocolate e calda de morango aí?

17. Vai no Café na Calçada e conhece todo mundo, inclusive aqueles vizinhos que mais parecem da família e fazem você sentir que as Graças é a sua casa e ainda bem que esse lugar existe. ❤

E você, também é das Graças das antigas? Conta pra gente o que você gostava de fazer no bairro aí nos comentários.