Está previsto para o fim de julho o início das obras do Parque Capibaribe, projeto de urbanização das margens do Rio Capibaribe, na área que vai da Várzea, na Zona Oeste da cidade, ao centro do Recife. O primeiro trecho a ser executado será exatamente o que contempla o bairro das Graças. Chamado de Via Parque, vai da ponte da Capunga até a ponte da Torre.

Segundo a assessoria de imprensa da Empresa de Urbanização do Recife (Urb), o projeto está ainda na fase de licitação, que deve ser encerrada no fim de abril, se não houver recurso. Neste caso, as empresas vencedoras da licitação serão anunciadas em fins de maio.

Jardins, praças, brinquedos, uma passarela de acesso ao rio e um píer flutuante estão entre os equipamentos previstos. Uma via compartilhada por carros, bicicletas e pedestres também está no projeto, que, quando finalizado, vai cobrir uma área de quase 1 km de extensão de uma ponte à outra. Não se trata, no entanto, de uma via expressa, já que haverá trechos exclusivos para pedestres e veículos de duas rodas não motorizados.

Reivindicação – A Via Parque, inicialmente, previa a construção de uma via expressa de quatro faixas que passava por cima do Rio Capibaribe. O projeto da Prefeitura do Recife era antigo, tinha mais de dez anos. Foi quando a Associação por Amor às Graças teve conhecimento, através dos jornais, que o dinheiro da obra já havia sido captado junto à Caixa Econômica (um montante de R$ 57,5 milhões) e a obra estava prevista para ser iniciada em agosto de 2014.

O grupo de moradores começou a fazer uma grande movimentação contra o que, segundo eles, era um projeto que teria graves impactos ambientais. O objetivo deles era que, em vez de uma via para carros, fosse construído um parque, nos moldes do que estava previsto para o resto das comunidades que margeiam o Capibaribe e estavam contempladas num outro projeto, o Parque Capibaribe.

"Seria um crime ambiental e um grande prejuízo para a ambiência urbana do bairro, e tudo isso, sem consultar os moradores e a sociedade", conta Múcio Jucá, arquiteto e urbanista e integrante da associação de moradores. "Este era mais um projeto voltado para os carros, ao invés de privilegiar os espaços públicos e o pedestre. Não havia justificativa para uma via de quatro faixas num bairro residencial como as Graças", diz ele, que esteve na linha de frente junto com outros moradores do bairro, como a presidente da Associação por Amor às Graças, Lúcia Moura.

Lúcia conta ainda que, na primeira versão do projeto da Via Parque, solicitaram à Prefeitura um estudo viário da cidade e o relatório de impacto ambiental. Nunca foram apresentados.

Depois de muita pressão junto à Prefeitura do Recife, a Associação pro Amor às Graças teve sua maior reivindicação, até hoje, atendida.

Depois de uma luta de três anos, foram recebidos pelo prefeito Geraldo Júlio, ainda em seu primeiro mandato, que anunciou que não mais seria construída a via expressa e que o projeto seria integrado ao Parque Capibaribe, sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente.

Em 29 de dezembro de 2016, o edital de licitação para as obras da Via Parque, nos moldes requisitados pela associação de moradores das Graças, foi lançado. 

Com informações do Jornal do Commercio.


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