“Eu me enxergo com mais de mil olhos”, diz Ava Rocha, em entrevista por e-mail para o PorAqui.  Ava é uma cantora que não cabe em rótulos: neotropicalista, musa, ousada, cênica, filha de Glauber Rocha, absurda, feminina, força da natureza. Por mais que se tente, é impossível capturá-la em palavras.

Talvez seja por isso que essa carioca de 37 anos, de voz ao mesmo tempo poderosa  e doce, que se apresenta no próximo sábado, 21 de janeiro, no Recife, consiga parecer uma nova artista a cada música. Mistura MPB com grooves afro e amazônicos, um pouco de poesia, muito de improviso.

Ava não é igual a ela mesma, nem igual a ninguém. Seu som vai de extremos: em alguns momentos traz uma balada, em outros, um ritmo frenético que move o corpo para a dança.

Tantas qualidades parecem fazer com que Ava justifique seu nome: Ava Patrya Yndia Yracema, que mistura nome de atriz de Hollywood com o nacionalismo romântico brasileiro, uma exaltação da pátria após séculos de influência europeia, que aconteceu no século XIX.

Também batiza o disco que apresenta em duo com o guitarrista Marco Campello, nos jardins do Museu do Estado de Pernambuco. No setlist, Boca do Céu e Transeunte Coração, ambas de composição própria, e canções como “Iracema”, de Adoniram Barbosa e “Canoa, Canoa”, de Milton Nascimento e Fernando Brandt.

O show integra o projeto Ouvindo e Fazendo Música no Museu, que acontece duas vezes por mês, nos jardins da instituição. Perguntada pela reportagem se havia alguma novidade que pudesse surpreender os fãs, disparou: “Sinceramente não sei, acho que pra descobrir o ouro há uma bela escavação né, não posso sair entregando assim rs…”.

Museu do Estado fica na Avenida Rui Barbosa, 960
Quando: Sábado 21/01/2017,  às 17h
Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia-entrada)
Informações: (81) 3184-3174


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