A Praça do Derby recebe, nesta sexta (26), mais uma ação de protesto – e também de lazer. Desta vez é a Massa Crítica – Bicicletada Recife, que reúne ciclistas para um passeio noturno pelas ruas da cidade. A concentração é às 18h, mas não há hora certa para a saída do grupo.

Segundo Cezar Martins, integrante do Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo), não há líderes. “As pessoas se encontram pra falar sobre bicicleta e vão pedalar juntas para onde elas quiserem. Por isso que não tem percurso prévio. Quem está lá tem poder de decisão. É um lugar aberto para as pessoas se expressarem em relação à bicicleta”, explica.

Não há uma pauta específica, mas, em algumas ocasiões, a Bicicletada pode ter como mote protestar contra a morte de um ciclista ou contra a falta de ações voltadas para os ciclistas por parte do poder público.

“No geral, é uma data marcada para pessoas que andam de bicicleta se encontrarem no Derby e saírem pelas ruas juntas. É uma confraternização, é um protesto e é um pedal”, diz Cezar.

Segundo ele, o simples fato de se juntarem para pedalar já é uma característica da Bicicletada, mesmo sem um mote político, digamos assim.

A origem da ação, que acontece sempre nas últimas sextas de cada mês no Recife, foi com cicloativistas de São Francisco, na Califórnia, em 1992. “Eles viram que, na China, tanto ciclistas quanto pedestres, para atravessarem a rua em locais sem semáforo,  vão se aglomerando, criando uma massa de pessoas que eles chamam de massa crítica. Tem uma hora que eles conseguem tanta força para atravessarem a rua que o trânsito para para eles atravessarem”, conta Cezar.

Milhares de pessoas chegam a participar de Bicicletadas  em algumas cidades do mundo, como São Francisco e Buenos Aires. “Aqui no Recife, cidade menor, trânsito mais difícil, já deu mais de 300. Hoje em dia está variando em algumas dezenas. Às vezes, dá mais de 100. Já teve Bicicletada com uma pessoa, num dia que estava chovendo muito”, lembra.

Para participar, não precisa pagar nenhuma taxa.