Câmeras por todos os lados, seguranças contratados, grades, cadeados, evitar ao máximo andar na rua.   Muitos pensam que a solução para proteger-se da violência passa por todas essas estratégias, mas duas estudantes de arquitetura viram nas Graças a oportunidade de reverter esse jogo. 

"Pensamos em algo que trouxesse uma nova forma de combater a insegurança", diz Carol Arruda, que desenvolveu o projeto Se essa rua fosse minha, junto com a colega Ana Carolina Lins, que mora na Rua Abelardo, aqui no bairro. A ação acontece neste sábado (4), na própria via, a partir das 7h, e deve rolar até o fim da tarde. Serão oferecidas oficinas de jardinagem, marcenaria sustentável, circo, street dance e outras coisas mais. 

A ação é totalmente voluntária e colaborativa, uma ação entre amigos – e a vizinhança é quem agradece. "Até um escritório da própria rua abrirá suas portas e disponibilizará uma estante de livros para trocas", comemora Arruda.

"Queremos convidar todo mundo para ir para a rua, se conhecer. Precisamos driblar a insegurança no espaço público. O espaço influencia muito o comportamento das pessoas", argumenta a arquiteta. Na carta distribuída entre os vizinhos, as duas convocam moradores da rua e transeuntes a ocuparem o espaço público. 

"Estão todos convidados a participar, ocupar, usar a Rua Abelardo, que, sim, é nossa!", convidam. "Esperamos que aconteçam edições em outros bairros, em outras ruas".

Se essa rua fosse minha
Rua Abelardo
Sábado (4), a partir das 7h
Informações: (81) 99847-1010
Evento gratuito


O jornal de bairro evoluiu. No PorAqui, você encontra estações de conteúdo hiperlocal e colaborativo.

Se você está na web, baixe agora o app gratuito e cadastre-se: Android e iOS

Sugestões e colaborações: gracas@poraqui.news