A Revolução Pernambucana, um marco da história do Estado e do Brasil, completa dois séculos nesta segunda (6) e recebe sessão solene na Academia Pernambucana de Letras (APL), localizada na Av. Rui Barbosa. A palestra “A Revolução de 1817 e a cultura brasileira” será ministrada pelo acadêmico Vamirej Chacon, à convite dos presidentes da APL, Margarida Cantarelli, e do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), George F. Cabral de Souza.

O evento, que é aberto ao público, tem entrada gratuita e será realizado a partir das 15h, no auditório da instituição.

A bandeira de Pernambuco foi inspirada na bandeira da Revolução. A diferença  é que aquela tinha três estrelas e não uma, representando Pernambuco, Ceará e Paraíba. (foto: Wikipedia)

História – A Revolução Pernambucana foi um dos principais movimentos revolucionários do período colonial brasileiro. A chegada da família real portuguesa no Brasil, em 1808, causou, às capitanias hereditárias, um aumento de impostos que não foi aceito em Pernambuco. Com dificuldades de negociar, no mercado internacional, o açúcar e o algodão aqui produzidos, o aumento do recolhimento pela Coroa agravou a crise econômica que afetava os donos de terras e brancos livres. Somada aos ideias iluministas que inspiravam os intelectuais pernambucanos, a não aceitação de tal submissão à Coroa Portuguesa gerou a Revolução, que visava a emancipação da capitania de Pernambuco e chegou a inspirar movimentos semelhantes em outras capitanias, como Ceará e Paraíba. 

Os revolucionários queriam o Nordeste independente, a implantação da República e o fim gradual da escravidão. O sentimento patriótico do pernambucano naquela época era tão forte que chegou-se ao ponto de substituir o vinho das missas por aguardente e a hóstia, por essas bandas, passou a ser feita de mandioca e não de trigo. 

Em 6 de março de 1817, os revolucionários ocuparam o Recife, chegando a derrotar as tropas portuguesas. No entanto, o governo português acabou levando a melhor, quando enviou tropas armadas ao interior e cortou a comunicação do Recife com outras capitanias, cercando o litoral da cidade com embarcações. Muitos foram mortos e o movimento, desfeito.

Academia Pernambucana de Letras

Palestra “A Revolução de 1817 e a cultura brasileira”
Segunda-feira (6), 15h
Av. Rui Barbosa, 1596 – Graças |Telefone: (81) 3268-2211


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