Na última quinta (29), o PorAqui publicou um post sobre a existência de apenas uma escritora no Circuito da Poesia, que seria Clarice Lispector. Erramos! Mas, graças aos nossos leitores, a gente fala para você quem são duas as mulheres que integram o circuito: além de Clarice, há, também, Celina de Holanda. Você sabe quem foi?

Celina de Holanda Cavalcanti de Albuquerque nasceu em 19 de junho de 1915, no Engenho Pantorra, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. Faleceu aos 84 anos, em 4 de julho de 1999.

Ela foi jornalista e poetisa. Publicou seus primeiros poemas no Jornal do Commercio e no Diario de Pernambuco. O seu primeiro livro, O Espelho da Rosa, foi lançado em 1970, aos 55 anos.

Celina de Holanda (Foto: Reprodução)

Celina passou a integrar o Circuito da Poesia em janeiro de 2017, com a inauguração de quatro novas estátuas, na ocasião: a dela, de Liêdo Maranhão, de Alberto da Cunha Melo e de Ariano Suassuna.

A estátua de Celina, criada pelo artista plástico Demétrio de Albuquerque, se encontra na Praça José Sales Filho, na Avenida Beira Rio, bairro da Torre. O monumento, de 1,60m, traz a poetisa lendo um livro, sentada sobre uma pedra.

Por onde anda Tarcísio Pereira, da icônica Livro 7?

Celina – ou Cecé, como lhe chamavam os mais próximos – publicou, ainda, os livros A Mão Extrema (1976), Sobre Esta Cidade de Rios (1979), Roda D’Água (1981), As Viagens (1984), Pantorra, o Engenho (1990) e a coletânea Viagens Gerais (1995).

Também foi responsável pela criação – junto a Alberto da Cunha Melo e Jaci Bezerra – das Edições Piratas, em 1979, editora que funcionava em sua casa, no bairro do Derby.

Abaixo, um dos poemas de Celina. A Pedra está na placa que se encontra ao lado da sua estátua.

A Pedra

Nesta mesa
o povo está sentado.
Não divaga.

Tudo o de que necessita
é perto e urgente.

Frio e direto, toma
a pedra que sou e quebra.
Vai construir o mundo.