Começou…

E, nesta quinta, 14 de junho… depois das poucas pompas e circunstâncias e do discurso simpatikin de Vlad, o Puttin, a seleção anfitriã fez a sua graça. Chegou desacreditada, mas minou completamente o campo saudita. Osama, deixou ‘bin de laden’ a defesa e o meia, inteiraço e cheio de ‘Gazinsky’ deu início àquela ‘Al-Sahlawi’da russa de gols, que culminou com cinco tiros de canhão na rede de Yasser, que, por sorte, não era o Arafat. Eu havia apostado que ao menos um gol sairia de um dos ‘Al todos’, mas ‘Golovin’ o ovo. E o Sheik nem sonhava que tomaria um pagode russo bem no centro da goiaba de Moscou.

Segundo dia…

Começa o jogo… A Celeste linda, ao invés do seu azul cor do céu, veio fantasiada de Gasparzinho, querendo assustar Tutankamon, que estava esfomeado por conta do Ramadan. ‘Cavani’ aqui, ‘Cavani’ ali e nada de sair um. O jogo estava ‘Só-ares’ a graça, todo mundo quebrando a ‘Muslera’ pra ver quem fazia o primeiro gol. De um lado, parecia que estavam todos em ‘Cáceres’ privado, prendendo o jogo. Do outro, o rei Tutti emperrava as jogadas. Ninguém evoluía… dava uma, dava duas, dava ‘Trézéguet’, e gol que é bom ‘Elnenyhum’. ‘Said’ tentava, mas ficava pensando em Jade e a’Kahraba’ não fazendo nada. Quase ao emudecer do apito, a pirâmide inverteu, o faraó se escondeu na tumba e ‘Giménez’ acendeu o sol da bandeira, dando a vitória à Celeste Olímpica. O aniversariante do dia não entrou em campo. Também, não poderia sequer comer uma fatia de bolo, com o Ramadan mal tendo acabado… Inch ‘Salah’!

São João: a maior festa do mundo… E se não for, eu cegue!

Pertinho da hora do almoço, eu que não sou mulçumana, mas estou em dieta, montei meu prato de saladas e me preparei para apreciar marroquinos e iranianos. Eu tentei me ‘Munir’ de muita emoção para comentar mais uma partida, mas ‘Rezaeian’ um rosário todo e não rolou um pingo de sentimento, nem história golística para contar. Já pensava em ‘Saïss’ completamente sem graça desta partida. Estava quase gritando: senhor, árbitro, ‘El Kaabi’ logo este jogo, pela fé – a minha e a deles, quando, direto das ruas de Casa Blanca, o Irã recebe um presente do ‘Aziz’, que foi muito ‘Bouhaddouz’ ao tentar tirar o cruzamento e meter a bola contra o próprio patrimônio. E os sauditas levaram a primeira, de boinha, sem muito esforço. Mas jogo, mesmo… rolou muito, não.

‘Shojaei’me restou esperar pelo duelo entre o bacalhau e o touro, da Fúria diante do doce pastel de Belém. Daria ‘gajo’ ou ‘guapo’, oh, pah!?

Encerrando a sexta copista em terras matrioscas, ‘Nacho’ achou de fazer um pênalti no gajo estrela da seleção portuguesa – o ‘CR($)7’, logo no começo do jogo. O melhor do mundo, que passou insosso pela Champions, mas é largo que só ele, tratou de colocar sua seleção na frente do placar, metendo um olé em ‘de Gea’. Mas a Espanha não se abalou e mostrou que também tem um maestro ‘Iniesta’ seleção. Botou o toureiro português do Brasil, ‘Diego Costa’, no meio da arena e deixou tudo do mesmo jeito. Mas, de repente, na paella ‘de Geana’ capricharam no pollo! Ele… de novo, oh, pah!

Diego Costa pensou: tenho sangue brasileiro, não desisto nunca. Deu-se, então, o seu segundo gol. Eu ‘Nacho’ que alguém queria se redimir de ter feito o pênalti no lusitano e a Fúria tomou à frente. Sem ‘Hierro’, a Espanha avançava e parecia que ganharia o jogo. Mas o largo gajo português, com o qual os patrícios pouco colaboram, tratou de deixar tudo igual e de assumir a artilha da Copa com o seu terceiro gol. Rojo de um lado, rojo de outro, fechamos a conta com o primeiro empate do torneio.

Canarinha, se cuide… a coisa pode ficar russa pro seu lado! Começando com goleada e culminando com um empate robusto… ‘Hexa’ Copa promete!

*Os nomes entre aspas simples representam aqueles dos jogadores, ou quase o anagrama destes…

 

Por Ediane Souza

Em “Divagando”, Ediane Souza vaga por suas memórias e por memórias coletivas do recifense, do pernambucano. 

 

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