A Copa da Rússia não tem nenhum jogador pernambucano entre os convocados da Seleção Brasileira nem entre os naturalizados de outros países. A última vez que isso aconteceu foi em 1986, há 32 anos. A sequência de sete Copas com pelo menos um representante do nosso estado na Canarinha mostra que sempre estivemos lá. Dos cinco títulos vencidos pelo Brasil, em quatro, havia pernambucano no meio.

E o PorAqui deu uma pesquisada e traz um pouco da história de cada um deles.

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Vavá 1958 e 1962

Edvaldo Izídio Neto, batizado no futebol como Vavá, não só esteve nas Copas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile, como fez dois gols na vitória brasileira por 5×2 sobre os anfitriões na primeira e foi artilheiro da segunda, com cinco gols.

Seu primeiro clube na categoria principal foi o Sport, de onde foi para o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, clube do qual é o sétimo maior artilheiro da história. Jogou ainda por clubes como Atlético de Madri e América do México.

Começou a Copa de 58 no banco e substituiu Mazzola ao longo do torneio. Por conta do vigor físico, ficou conhecido como o Leão da Copa. Em 62, já iniciou como titular e ajudou o Brasil a conquistar o bicampeonato, sendo artilheiro com cinco gols.

Ele morreu em 2002 aos 68 anos.

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Zequinha – 1962

O meio-campista José Ferreira Franco, Zequinha, começou a carreira no Auto Esporte, da Paraíba, mas foi no Santa Cruz que ele conseguiu notoriedade, sendo campeão pernambucano em 1957. Em 58, se transferiu para o Palmeiras, onde ficou no radar da Seleção Brasileira. Na Copa, foi reserva.

Ele morreu em 2009 aos 75 anos.

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Ricardo Rocha – 1994

Dessa vez já numa época com menos apelidos no futebol, o representante pernambucano tinha seu nome e sobrenome escritos na camisa de número 3. Criado na extinta Associação Atlética Santo Amaro e na posição de lateral-direito, Ricardo logo foi para o Santa Cruz (1983), onde se tornou zagueiro e deu início à fama de xerife devido à sua postura de liderança.

Entre clubes, ele ainda defendeu São Paulo, Real Madrid e Vasco. Pela Seleção, esteve na Copa de 1990, mas foi fundamental na conquista do tetra, em 1994. O recifense se machucou logo no jogo de estreia e deveria ter sido cortado do grupo, mas sua liderança era tão forte, que os jogadores pediram para que ele ficasse. Dessa forma, sua participação no título foi muito mais nos bastidores do que dentro das quatro linhas.

Atualmente, Ricardo Rocha tem 55 anos e trabalha como coordenador técnico do São Paulo.

Rivaldo – 2002

Esse talvez tenha sido o maior jogador de futebol da história de Pernambuco. Pelo menos é o que as estatísticas dizem. Se os números não eram medidos de forma tão eficiente na época de Vavá, eles foram generosos com Rivaldo Vitor Borba Ferreira. O menino de Jardim Paulista saiu das categorias de base do Santa Cruz para se tornar o melhor jogador do mundo atuando pelo Barcelona, em 1999.

Na Seleção, disputou as Copas de 1998 e 2002, fazendo parte da seleção dos melhores nas duas ocasiões, e sendo campeão na segunda. Na campanha do pentacampeonato, muito se fala da superação de Ronaldo, mas foi Rivaldo o principal líder técnico daquela equipe. Foi o vice-artilheiro com cinco gols e deu algumas assistências, com destaque para o corta-luz que deixou Ronaldo em plena condição para fuzilar a Alemanha de Oliver Kahn.

Atualmente, Rivaldo tem 46 anos e faz parte da equipe master do Barcelona, que faz exibições ao redor do mundo.

Confira outros seis jogadores pernambucanos que já defenderam a Canarinho em Copas do Mundo

Ademir Menezes – 1950
Rildo – 1966
Manga – 1966
Juninho Pernambucano – 2006
Josué – 2010
Hernanes – 2014