Dizem as más línguas que o Recife tem um assaltante, dois carros e quatro farmácias por habitante. Já no quesito PM na rua, ônibus e praça/parque, a proporção é de menos 25, 42 e 56, respectivamente. Isso fala muito sobre o povo que nos tornamos. Vulneráveis, egoístas e doentes. Além de megalomaníacos, mas isso sempre fomos. (Você está no melhor lugar do Brasil para ver o maior eclipse do século: Recife! ? Tá vendo?)

Chegamos ao ponto de acreditar em ciclofalsa de fim de semana e nos os corredores dos BRTs como iniciativas concretas e eficientes. O próximo passo é agradecer aos amarelinhos dos sinais pelo ótimo trabalho na gestão do trânsito.

Como diria Erasto, meu nome é fastio: tô comendo nada.

A pala que você engole vira adubo para o poder público que, nessa cidade, não faz obra, mas obrada.

Parece que hoje eu estou mais mal-humorado e azedo do que o costumeiro. Talvez. Se eu acreditasse, diria que é a lua cheia ou o sol que entrou em leão, mas antes, passou aqui em casa e resolveu ficar pra o café da manhã. CALOR DO SARAI!

Enfim, se esse texto não chegar até você, é provável que tenha sido assaltado no caminho.

Cheiro!

 

Daniel Barros é recifense, formado em Letras pela UFPE. Atualmente mora no Derby, mas é cria da CDU. Come e bebe em demasia. Já tomou muita cerveja no Mercado da Encruzilhada.  Nos intervalos, anda de ônibus. Nesta vida, veio a passeio, mas ficou preso em Abreu e Lima. É conteudista colaborador do PorAqui para desperdiçar seu tempo.

 

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