Tá cansado daquela trilha sonora bola na trave quando o assunto é futebol? Quando Skank não dá mais nem para brincar, se é que algum dia deu, ou quando bateram tanto em Jorge Ben Jor que, quase ele vira um Jota Quest. Separamos um set list especial de músicas nada caretas que falam muito bem sobre o que acontece dentro das quatro linhas ou o universo acerca do tema.

Sete de setenta e oito | Arnaud Rodrigues

O pernambucano de Serra Talhada é mais conhecido pela sua carreira como humorista. Ao lado de chico Anysio, trabalhou em diversos programas televisivos e atingiu o auge de sua carreira musical ao formar o grupo Baiano e os Novos caetanos, também em parceria com o comediante. Na década de 1980, no SBT, interpretou personagens como o Coronel Totonho, o cantor Chitãoró e O Povo Brasileiro, mas foi na música que, há alguns anos, ele se tornou hype.

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Num de seus álbuns mais populares, intitulado “Som de Paulinho”, lançado em 1976, na quinta canção do disco “Sete de Setenta e Oito”, ele narra um jogo domingo no Maracanã. Provavelmente brinca com o nome de alguns escalados da seleção canarinha, como Zico e Rivellino, mas como todo bom clássico desconhecido, as informações são bastante escassas.

Arnaud faleceu em fevereiro de 2010, ao realizar uma travessia de 4 quilômetros num barco com sua família na cidade de Lajeado, próximo a Palmas, no estado do Tocantins.

“Eu faço no Maraca, minha domingueira, eu no Maraca faço, agitação de bandeira; eu no Maraca faço, onda bagunceira, eu no maraca faço agitação domingueira. É no futebol, meu domingo, na arquibancada, nas cadeiras, é na tabelinha que eu me vingo das canseiras. E amaral domina, come a bola inteira, tem Zico, Julião, fechando a malha barbanteira. Vejo mil tabelas nos preços lá da feira e quem me livra delas…”

Replay | Trio Esperança

É um recorte dos últimos cinco minutos de uma partida de futebol. Mais uma vez, o Flamengo protagoniza uma das músicas mais marcantes do futebol, mesmo que as pessoas só conheçam o refrão imortalizado pela Rádio Jornal. Replay é do Trio Esperança, um grupo vocal carioca formado pelos irmãos Mário, Regina e Evinha.

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A música é basicamente isso: uma falta batida pelo jogador Paulo Cesar Caju, narrada a cada detalhe pelo trio em uníssono. “Atenção, preparou, corre e chutou…é gooool, que felicidade. É gooool, o meu time é alegria da cidade”. E como denuncia no título, o lance se repete como numa narração futebolística.

Sérgio Mendes and the New Brasil’77

É aquele tipo de música para gringo ouvir. O músico Sérgio Mendes, famoso cantor de Mambo, ironizado na música d’Os Mutantes, estampou a escalação da sua banda na capa do álbum vestida com a camisa canarinha. O álbum todo possui a atmosfera de um Brasil leve cantado grande parte por um coro feminino na língua inglesa. O carioca, imortalizado pela versão da canção “Mas que nada”, de Jorge Ben, já realizou importantes parcerias na história da música, como com  Stevie Wonder e Black Eyed Peas.

Vale a pena ouvir do início ao fim. Atenção especial para a faixa “Mozambique”, que começa com um apito típico do futebol.