A greve dos caminhoneiros e a crise de abastecimento no Brasil inteiro deixaram muita gente sem vários itens em casa, entre eles, o gás de cozinha. Como sobreviver sem ele? Marcelo Monte, de São Lourenço da Mata, tem a solução: um fogão a lenha compacto e portátil.

Compacto, prático, fácil de usar, o fogão a lenha é uma alternativa nesses tempos de procura louca pelo gás. Durante a crise, Marcelo viu as vendas do seu equipamento bobarem. “Há um ano, eu publiquei no Facebook, só vendi um ou dois. Há umas duas semanas, publiquei novamente, atingi uma média de 25 fogões por semana”.

Vídeo mostra como usar o fogão a lenha:

Contando essa e a próxima semana, Marcelo já tem na fila, pelo menos, 30 fogões encomendados. “Teve um cliente que pediu quatro de uma vez só. Eu até deixei de publicar”, diz ele, que, atua junto com o sócio David Pedro, para dar conta da demanda.

São dois formatos de fogão a lenha: uma boca (R$ 130) e duas bocas (R$ 240). O equipamento possui compartimento para a lenha e dispositivo de entrada de ar para regular a intensidade do fogo. Para queimar a lenha, pode-se utilizar álcool gel, querosene ou diesel.

Eles entregam o fogão m todo o Recife e em alguns municípios da Região Metropolitana. Para encomendar, é só mandar um WhatsApp para (081) 98346-9601.

Gás ainda é dor de cabeça

A distribuição do gás de cozinha no Grande Recife ainda não se regularizou completamente. Mesmo com o aumento na produção do item, a demanda reprimida ainda não foi totalmente atendida.

O empresário Wagner Santos ficou sem gás há cerca de 15 dias, quando explodiu a paralisação dos caminhoneiros. O preço à venda do que ainda tinha disponível era R$ 80, mas acabou antes que ele conseguisse comprar.

“Foram 15 dias vivendo de cozinhar na casa da minha vizinha, microondas, grill, sanduicheira… Aí segunda compramos uma panela elétrica”, conta Wagner.

Finalmente, o gás chegou nesta quarta (6), por R$ 65. Mas ele teve de deixar no depósito o botijão vazio, com o valor pago, reservado para que o depósito ligasse assim que o item chegasse.

Perigo com o etanol e gás barato

Desde que o preço do gás aumentou, mais fortemente no ano passado, houve um aumento no número de pacientes com queimaduras graves na emergência do Hospital da Restauração. De acordo com dados publicado na Folha de São Paulo, nos últimos quatro meses (contados em dezembro do ano passado), cerca de 60% dos pacientes que deram entrada lá neste período se acidentaram com o uso de etanol ou botijão de gás mais barato, por meio de vendas clandestinas.