Em oito anos de empresa, trabalhando em quase todas as áreas, já presenciei inúmeras conversas toscas. Vou escrever apenas algumas para que vocês não as repitam, nem sob tortura, e façam do mundo um lugar melhor.

Cena I:

Ex-futuro candidato a estágio: – Alô, é da empresa tal?

Minha pessoa: – Sim. Quem fala?

Ex-futuro candidato a estágio : Bruno.

Minha pessoa : – De onde?

Ex-futuro candidato a estágio : – De Paulista.

Você sofre de ‘escolhiose’?

Cena II

Prêmio Nobel: – Cadê fulaninho?

Eu: – Em reunião.

Prêmio Nobel: – Sozinho?

Cena III

Caba que obedece: – Bicho, a gente pode largar mais cedo?

Caba que manda: – Oxe, queres a ficha de inscrição para o Greenpeace? Eles tão precisando de voluntário. Aqui a gente bate ponto.

Cena IV

Caba que manda mais do que eu, mãe e vó juntos: – Feriado, né? Atraso de vida.

Eu, um inocente: – Oi? Vai pra praia e aproveita!

Caba que manda e ainda manda mais um pouquinho: – Praia dá câncer, e câncer mata. Trabalho dá dinheiro, e sem dinheiro tu morre.

Cena V

Gente boa, pero desatento: – Oa, como é que se escreve inconstitucionalissimamente?

FDP: – Normal, pô.

 

Daniel Barros é recifense, formado em Letras pela UFPE. Atualmente mora no Derby, mas é cria da CDU. Come e bebe em demasia. Já tomou muita cerveja no Mercado da Encruzilhada.  Nos intervalos, anda de ônibus. Nesta vida, veio a passeio, mas ficou preso em Abreu e Lima. É conteudista colaborador do PorAqui para desperdiçar seu tempo.

 

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