“Arrancar o samboque do dedo”. Pense numa frase cuja sonoridade é o “pipoco do trovão”. Chega arrepia o “toitiço”. E “de com força”? Quando eu escuto alguém falando isso, é o mesmo que levar um “tebei” na “caixa de catarro”.

Expressões que me remetem a um tempo cujas horas caminhavam, os dias eram preguiçosos e a vida passava sem nos atropelar.

Hoje, 60 minutos equivalem a 60 tragédias e somos freneticamente bombardeados por informação que só “debreando” as ideias e esfriando o “quengo” para gente ver não ficar feito “tabaco leso” no meio de uma conversa.

Da série: o lugar certo de cada palavra (parte II)

É cada lapa de “cocó” em que o cabra entra se não estiver ciente do “leriado” que só “virada no mói de cuento” a pessoa consegue esclarecer uma situação. Mas, como eu “não vou perder pra bascui”, trato de me atualizar sobre as “palas de butico” do dia, afinal, “comer conversa” não faz parte da minha dieta.

Agora, você pode pensar “o que é um peido pra quem tá cagado?” e se abster de acompanhar o mundo girando desembestado, feito “cavalo do cão”. O problema é que, quando você quiser se envolver, vão mandar o famoso “dá o lavra!” e será tarde demais.

Em ano de eleição, antes de chegar a hora de apertar o “pitoco”, procure saber das “fuleiragem” de cada candidato e esqueça o “pantim” das redes sociais para, no final, não ficar com “cara de tabacudo”.

 

Daniel Barros é recifense, formado em Letras pela UFPE. Atualmente mora no Derby, mas é cria da CDU. Come e bebe em demasia. Já tomou muita cerveja no Mercado da Encruzilhada.  Nos intervalos, anda de ônibus. Nesta vida, veio a passeio, mas ficou preso em Abreu e Lima. É conteudista colaborador do PorAqui para desperdiçar seu tempo.

 

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