Óa, tua chega lá em casa de que horas?

– De que horas é pra chegar?

– Antes do jogo, de preferência, pra gente começar os trabalhos com calma.

– É pra levar o quê?

– Cerveja e uns amendoim “réi” safado.

– Massa. E vai mais quem?

– A turma: Zé, Catota, o Mago, Alminha e Cabeça.

– Massa. Tu vai torcer pra o Brasil, né?

– Oxe! É o que, “môvei”? E eu vou torcer pra quem mais?

– Sei lá. Com esse clima de instabilidade institucional, de fragmentação política e polarização ideológica, com esses radicalismos se acentuando dia após dia, pensei em fazer uma torcida de protesto. Marcar uma posição firme de descontentamento contra tudo que está aí.

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– Vá dizendo… Botasse quanto no bolão?

– 2 x 1 pra o Brasil.

– Vê se não chora na hora do hino, visse? E traz aquela camisa de 94, que eu coloquei 1×0 no bolão e tu “tava” vestido com ela, quando a gente ganhou nas oitavas de final contra os EUA…

 

Daniel Barros é recifense, formado em Letras pela UFPE. Atualmente mora no Derby, mas é cria da CDU. Come e bebe em demasia. Já tomou muita cerveja no Mercado da Encruzilhada.  Nos intervalos, anda de ônibus. Nesta vida, veio a passeio, mas ficou preso em Abreu e Lima. É conteudista colaborador do PorAqui para desperdiçar seu tempo.

 

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