Há dois anos, á área da praia de Barra de Jangada, próxima à divisa com a Ilha do Amor, foi adotada por cerca de 20 pilotos de Paramotor como o Aeroporto de Barra de Jangada. “Esse local é um dos melhores do mundo para a prática. É possível voar 300 dias por ano pelas boas condições e regularidade dos ventos”, afirmou o piloto João Olímpio.

O esporte surgiu da adaptação do parapente, que não possui sistema motorizado, para regiões planas e praieiras. A adequação do motor às velas foi o que possibilitou a impulsão neste tipo de terreno, diferente das regiões montanhosas, onde normalmente o parapente é praticado.

Semanalmente, os adeptos, moradores do Recife e de Jaboatão dos Guararapes, que se conheceram através do instrutor de voo Sérgio Voador, encontram-se para trocar experiências e compartilhar decolagens e pousos.

João Olímipio | Foto: André Soares/PorAqui

“Hoje de manhã eu fui em Tamandaré, tomei um café e voltei. Levei umas duas horas”, disse João, que realiza o trajeto frequentemente com o grupo de amigos e não se limita apenas ao Litoral Sul. João pratica há dois anos, e recentemente participou da série “Asas do Pantanal”, transmitido pelo canal Off.

MEDO DE ALTURA

“Tenho medo de altura, medo de elevador. Nem olho pra baixo nas coberturas dos prédios. Mas um dia passei, vi o pessoal praticando e fiquei curioso. Hoje tenho mais de 500 horas de voo e posso dizer que não tem coisa melhor. Você está sentado e voando sem paredes”, lembra Roberto Firmino, aposentado de 63 anos e piloto de paramotor há dois.

Roberto também incentivou o filho Alex Sandro Peixoto, que pratica há oito meses. “Tenho medo até de roda gigante. No meu primeiro voo, medo foi a única coisa que senti, mas no segundo e terceiro, você já começa a apreciar a vista”, lembra.

Alex Sandro é piloto de paramotor há oito meses | Foto: André Soares/PorAqui

Para iniciar a atividade, é necessário um investimento médio de R$ 20 mil para a compra das velas, construídas com o mesmo material utilizado nos paraquedas e o motor, que atualmente são comercializados apenas fora do Brasil. Segundo os praticantes, em apenas três meses os atletas já estão aptos a realizarem voos solo com toda segurança.