Responsável por exportar mais de trinta campeões com títulos mundiais, José Olímpio da Rocha Neto, conhecido como Zé Radiola (53 anos), é um dos maiores nomes do Brazilian Jiu-Jitsu. Por motivos profissionais, deixou em 2016 o consagrado nome da Gracie Barra, que levou durante 20 anos para o mundo e lançou seu próprio conceito.

Hoje, cerca de 200 academias espalhadas por quase todos os continentes levam a assinatura da ZR Team.

Morador do bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, desde 1974, o esportista começou sua carreira longe dos tatames. Zé tornou-se surfista profissional ainda na década de 1980. Mudou-se com sua família para o Guarujá, em São Paulo, e surfou ondas do mundo inteiro.

“Competi em muitos lugares. Caribe, Peru, Portugal, Estados Unidos e tantos outros”, lembra.

Além de competidor, fundou uma escola de surf na cidade e lá teve seus primeiros contatos com a arte suave, significado do nome jiu-jitsu. Contra-mestre de capoeira e apaixonado por artes marciais, começou a aprender a luta pela relação de amizade com os surfistas Tinguinha Lima e Marcio Okumura, este último atualmente faixa preta.

Zé Radiola em treinamento | Foto: Divulgação

Bom filho

Zé sofreu um acidente e, por motivos de saúde, precisou retornar a Pernambuco. Obstinado, montou um tatame para treinar no quintal da sua casa, onde atualmente funciona seu dojô, e não parou mais. Em 1995, durante o mundial do Rio de Janeiro, conheceu Carlos Gracie Jr., herdeiro do criador do brazilian Jiu-jitsu.

“Nunca vou esquecer esse momento. Eu olhei pra Carlinhos, ele acenou pra mim e começamos a conversar”, recorda. Nesse momento, iniciaram um processo de intercâmbio. “Sempre visitávamos um ao outro até o momento que decidimos adotar o nome Gracie Barra PE, em 1996”, explica.

Uma série de conquistas na vida de Zé Radiola começava a acontecer. Foi campeão Internacional Master, duas vezes Pan Americano, Brasileiro e recebeu até o título de atleta destaque de Pernambuco.

O exército

Vivendo um dos melhores momentos da sua carreira com um exército de faixas pretas campeões mundiais, como Luciano Ayres, Bráulio Estima, Max Carvalho, Otávio Souza e Bruno Alves, Zé deu início a um processo de expansão junto a seu mestre Carlinhos.

Foto: Treinamento durante um encontro de praticantes na Hungria | Foto: Divulgação

Visitava países para demonstrar a eficiência da arte marcial e conquistar adeptos. Atualmente, mais de 200 academias no mundo carregam o peso do seu nome.

“Certa vez estava ministrando uma aula numa região montanhosa no Cazaquistão, num lugar que faz fronteira com a China. De repente, todos os alunos saíram do tatame e eu, sem saber o que fazer, fui ver o que era. Quando cheguei, eles estavam ajoelhados porque era a hora de rezar”, lembra Zé, que hoje afirma que um dos maiores aprendizados que tem com o jiu-jitsu é o intercâmbio e aprendizado com outras culturas.

No final de 2017, deu outro passo importante na sua vida. A ZR Team agora é responsável pelo treinamento do exército da Inglaterra na prática do Brazilian Jiu-Jitsu.

?ZR Team Jiu-Jitsu Association
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☎ 81 3468 4361