Três dias de trabalho intenso para cada segundo de cena foi o tempo que Eduardo Bivar (34), crescido nos bairros de Piedade e Candeias, no Jaboatão dos Guararapes, precisou para realizar com maestria suas principais atribuições na equipe que ganhou o Oscar de Efeitos Visuais por “Blade Runner 2049”, deixando para trás, “Star Wars: Os Últimos Jedi” e “Planeta dos Macacos: A Guerra”.

Há três anos vivendo em Vancouver, no Canadá, Eduardo trocou a área de direito e música, que atuava no estado, para dar continuidade aos estudos de projetos 3D, que sempre empreendeu em paralelo. “Nunca deixei de usar o computador para fazer meus pequenos projetos 3D, mesmo quando trabalhava com direito. Após decidir me jogar completamente nos efeitos visuais, foi que passei a me dedicar integralmente à animação e produção”, lembra.

Iniciou os estudos no curso de “Sinapse” da SAGA, escola localizada no bairro de Boa Viagem, especializada em desenvolvimento de jogos e computação gráfica. Na sequência, trabalhou com visualização arquitetônica 3D, criando maquetes eletrônicas para engenharia civil e para a indústria do entretenimento musical pernambucana.

“Decidi que aperfeiçoaria meus conhecimentos fora do país. Foi quando fui aceito na escola de efeitos visuais de Vancouver, a Lost Boys School of Visual Effects, conta. Trabalhou na Double Negative, que detinha a maioria dos títulos por efeitos visuais, em obras como Inception, Interstellar e Ex-Machina. Retornou a sua escola de origem e, atualmente, trabalha na Sony Pictures.

Recentes

Além de Blade Runner, recentemente Eduardo compôs as equipes de Aniquilação, A Múmia, Megalondon, Sky Hunter, entre outros. Hoje está mergulhado nas animações de Hotel Transylvania 3.

“Engraçado que em Vancouver, muitas pessoas trabalham com efeitos visuais, então muita gente continua no cinema após o filme terminar, o que não era muito comum para mim, mas vale a pena demais. É uma experiência bacana de humildade e gratidão”, explica.