O pioneirismo levou a Quadrilha Junina Lumiar, do Pina, ao seu terceiro título do Festival Regional de Quadrilhas Juninas, superando agremiações de todos os Estados do Nordeste. A disputa se deu em Goiana e contou com duas representantes pernambucanas. A Tradição, do Morro da Conceição, terminou em sétimo lugar.

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A agremiação foi buscar seu tema no município de Barbalha, no Interior do Ceará, e trouxe uma pesquisa minuciosa e um trabalho cênico que fez a diferença para a quadrilha, que é uma das mais antigas dos festivais do Recife. Os cerca de 200 integrantes trabalharam o tema Na Festa de Santo Antonio, solteira é que não fico e se apresentaram diante da presença de Socorro Luna, uma das principais figuras da festa cearense e que foi representada no enredo.

“Ontem ela se assustou, porque, por mais que a gente tivesse trocado informações antes, quando ela entrou no ginásio foi que ela viu a dimensão do que era nosso espetáculo”, comenta Fábio Andrade, puxador da quadrilha.

Ele conta que tinha outros pontos da Festa de Santo Antonio de Barbalha que não foram abordados. Socorro virou a grande protagonista que conduziria o espetáculo, que é o que ela faz em Barbalha. Até chegar ao terceiro título regional, os trabalhos da Lumiar foram iniciados em agosto de 2017, cerca de um mês após o fim das apresentações do ciclo junino.

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“Fizemos pesquisa, nos interessamos e começamos a trabalhar. Depois que decidimos isso, entramos em contato. Passamos nossas pesquisas, trocamos informações até pra ela dar um feedback sobre a fidelidade ao tema”, conta. “Nessas conversas convidamos Dona Socorro Luna para vir assistir a uma de nossas apresentações e coincidiu que fosse justamente na final do Regional”, acrescenta.

“Nossa apresentação foi técnica e com muita força, com dosagem de emoção muito forte, afinal é uma competição de alto nível, pra tirar a melhor do Nordeste. Você tem que entrar pra brigar e defender com tudo”, completa.

O pódio foi formado pelos cearenses da Babaçu, que trouxe o tema A força que nunca seca e pelos baianos da Capelinha do Forró, com Midas… um toque de ouro no São João.

Mesmo em meio às apresentações e comemorações de títulos (já são dois neste ciclo junino), Fabio já pensa em temas para o São João 2019. “A gente acumula muitas coisas, né. A gente tá vivendo intensamente este ciclo, mas as coisas vão passando na nossa mente e a gente já vai guardando”, explica.

Ainda de acordo com Fábio Andrade, os integrantes da direção da Lumiar iniciam as reuniões para discussão do tema de 2019 ainda em agosto, menos de um mês após o fim das apresentações deste ano, que deve ocorrer em julho. Os ensaios serão retomados em outubro.