A espera finalmente acabou. Após quase nove meses de abandono na orla de Olinda, enfim a escavadeira quebrada que estava incomodando a vizinhança do entorno foi retirada pela empresa responsável no último dia 15 de março de 2018.

Tudo começou com uma simples obra de contenção do avanço da maré, a escavadeira estava sendo utilizada para deslocar blocos de pedras para servir como quebra-mar e proteção contra a erosão provocada pelas ondas. Acontece que a máquina sempre foi problemática, pois segundo informações coletadas no local a escavadeira quebrava constantemente.

Escavadeira abandonada incomoda vizinhança na Praia do Carmo em Olinda

Na ocasião, o PorAqui esteve presente no local para colher alguns depoimentos de frequentadores e, a partir do nome da G3 terraplanagem, empresa responsável pela escavadeira, descobriu na internet o número de telefone do proprietário da mesma e entrou em contato no dia 24 de fevereiro de 2018 para saber se existia algum plano de retirada do equipamento.

Foto: Rodrigo Édipo/PorAqui

Segundo o proprietário da máquina o fim do contrato com a Prefeitura de Olinda no meio das obras foi o estopim para o abandono. A falta de recurso para a retirada foi a consequência. A partir da conversa saímos com a promessa da resolução do problema em uma semana, o que não veio a acontecer. Porém, no dia 15 de março o problema foi solucionado.

Humor: Escavadeira esquecida na orla de Olinda será tombada pelo Iphan

A presença da escavadeira ao mesmo tempo que trazia muito desconforto e sensação de insegurança a alguns vizinhos e ao proprietário do Marola Bar e Restaurante, trouxe também um componente humorístico para a situação, quando o caso de fácil resolução ganhou ainda mais visibilidade a partir de relato fictício do 4 Cantos News.

Leitores do PorAqui repercutem caso da escavadeira. Imagem: Printscreen/Facebook
Imagem: Printscreen/Facebook

A sátira contava que Professor Lupércio, o prefeito de Olinda, estava interessado em propor ao Iphan o tombamento da escavadeira, e que ela, junto ao Farol e à vista do Alto da Sé, iria se tornar um dos cartões postais da cidade. Seriedades à parte, o caso que era de fácil resolução virou até poesia:

Ai de ti, Escavadeira

Oh! Lupércio! Grande Capoeira!
Prefeito bedel, deste uma rasteira
Nos olhares para a Lua no céu
O que resta a esse pobre menestrel

Sem luar, sem brisa e em brasa?
Ser um ébrio que vomita no papel 
Esses versos que fiz em tua causa:

– Por quê, Lulu do céu,
Não pegas esse carai-de-asa
E põe essa m. – ai de ti, escavadeira –
No quintal de tua casa?