Maristela Lima é terapeuta, educadora e especialista em Comunicação Não Violenta, técnica responsável por transformações profundas na sua vida e que desde o nascimento do seu filho, em 2015, se tornou peça chave nas investigações referentes ao relacionamento familiar, sobretudo o maternal.

Nesta segunda-feira (02), das 19h às 21h, a profissional que está à frente do Projeto Cultivando o Cuidado estará em Olinda para mediar a roda de conversa Comunicação Não Violenta com as Crianças, no Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF). O encontro tem como expectativa a participação de mães, pais, professoras e professores e simpatizantes em geral.

? Faça a sua inscrição aqui

A terapeuta também promoverá mais três encontros. O primeiro será neste sábado (30), às 9h30, em Aldeia, e os dois últimos acontecerão nos dias 01 e 02 de julho na vizinha João Pessoa. Os temas dos encontros irão girar em torno da maternidade a partir da Comunicação Não Violenta.

Comunicação Não Violenta é tema de evento em Aldeia neste sábado (30)

Para entender melhor as oportunidades apresentadas pelo tema, o PorAqui entrou em contato com a assessoria de Maristela Lima para uma entrevista com a especialista.

Como vai ser a dinâmica dos encontros e o que as participantes podem esperar deles.

As vivências do Projeto “Cultivando o Cuidado” são momentos de trocas, partilhas e experiências! São ocasiões para olhar para a relação com as crianças e com sua criança interna, ouvindo seu coração e o coração de outras mulheres, também mães, também humanas como você.

Nas vivências, investigamos juntas as dinâmicas envolvidas nas relações mãe-filho e como fortalecê-las. Então, alternamos momentos de partilhas, teoria e muita prática, através de dinâmicas baseadas na Comunicação Não Violenta.

O que é a Comunicação Não Violenta?

A Comunicação Não Violenta é muito mais do que uma simples técnica: é um caminho para co-criarmos relações mais sustentáveis no nível interpessoal, intrapessoal e sistêmico – com potencial de trazer transformações profundas para todos os envolvidos.

Surgiu nos anos 1960, iniciada pelas pesquisas e experiências do psicólogo estadunidense Marshall Rosenberg, e tem sido desenvolvida desde então como uma importante abordagem para restaurar relações e mediar conflitos, desde situações familiares até entre nações em guerra.

A Comunicação Não Violenta é criação do psicólogo Marshall Rosenberg. Foto: Divulgação

O que a motivou utilizar esta metodologia?

Eu investigo, prático e partilho a Comunicação Não Violenta desde 2010. Desde que descobri esta abordagem, minhas relações passaram por transformações profundas. E é isso que me faz querer levar isso para outras pessoas: para apoiá-las também a transformar suas relações.

Desde que me tornei mãe, em 2015, meu foco de investigação e partilhas tem sido a relação mãe-filho e o autocuidado na maternagem – pois senti e sinto na pele o quanto é fundamental cuidar desta relação que é tão crucial para co-criarmos uma nova sociedade, baseada no respeito, na empatia, na cooperação, na compaixão.

Quais foram as principais descoberta até agora?

Redescobrir a importância de me conectar comigo mesma para criar espaço interno para me conectar com meu filho (e com as outras pessoas), redescobrir como olhar para os conflitos de forma a cuidar dos fios que tecem as relações, redescobrir o poder da empatia e da compaixão, redescobrir a importância da rede de apoio.

É um exercício diário e demanda persistência, apoio e muita prática constante para internalizar as atitudes alinhadas com aquilo que realmente serve à vida. Mas se persistimos, cuidamos daquilo que mais importa: as relações humanas.

Por que encontros como esses são importantes para as mães e o ambiente familiar?

Mães precisam da companhia umas das outras. Para lembrar que questões, medos, experiências, dores e alegrias que trazem em seu coração fazem parte da maternagem e que todas passamos por processos semelhantes.

Ao nos reconhecermos umas nas outras, nos libertamos do peso de nos imaginarmos sós, pois nos lembramos de nossa humanidade compartilhada. Estes encontros são um espaço seguro para cada mulher se expressar em toda sua verdade, receber e dar acolhimento, fortalecendo a sororidade, redescobrindo a  empatia, criando redes de apoio, e promovendo empoderamento materno.

A mãe é o cerne emocional da família. Por isso, meu foco é trabalhar com elas: porque sei que as mudanças que elas experimentam e integram, irão reverberar em todas as suas relações familiares.

Comunicação Não Violenta com as Crianças (roda de conversa)
?Centro de Cultura Luiz Freire (Rua 27 de Janeiro, nº 181, Carmo/Olinda)
? 02 de julho
⏰ 19h às 21h
? R$ 45 (individual) | R$ 80 (casal) até o dia 01 de julho
✍ Faça a sua inscrição aqui
Evento Facebook