Assim disse o cancioneiro popular em forma de protesto:  “Como vai proibir quando o galo insistir em cantar?”.

Pois bem, como em Olinda acontecem coisas de deixar monges tibetanos de cabelo em pé, a Lei do Silêncio, que aqui opera, obriga os galos a cantar em LiBras, a Língua Brasileira de Sinais.

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Os galos que quiserem soltar o gogó (ou a franga) e tecer a manhã, terão que se converter ao Evangelho, pagar o dízimo e, assim como fizeram as cigarras, poderão apenas cacarejar músicas gospel.

Em Olinda, vivemos numa democracia animalesca à George Orwell, ou à Silas Malafaia, e os galos da madrugada que não aprenderem o cânticos dos cânticos para acordar a velha Marim dos Caetés terão que aprender a cantar em LiBras.

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O galo que se atrever a cantar de galo e infringir a penosa Lei do Silêncio que impera nesse terreiro pagarão uma multa de R$5 mil.

Apesar de ser confirmado pela Prefeitura para o primeiro trimestre de 2018, ainda não foi divulgado onde, como e quantas vagas serão disponibilizadas para o Curso de LiBras para galos.

 


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