Nesta manhã de sexta (20), no auditório da Secretaria de Educação, Esportes e Juventude do município, aconteceu encontro que pautou a segurança pública no município de Olinda. 

Estiveram presentes representantes da Secretaria de Segurança Pública da Prefeitura de Olinda, polícia civil e militar, moradores e alguns líderes comunitários. Anunciado como uma das presenças, o prefeito Professor Lupércio não compareceu ao evento.

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Quem fez a explanação foi o secretário de Segurança Urbana, Coronel Pereira Neto, que apresentou a estrutura da segurança pública do estado de Pernambuco e a proposição do que será a criação do Conselho Municipal de Segurança e dos conselhos comunitários locais, que terão como representantes membros da sociedade civil.

Coronel Pereira Neto, secretário de Segurança Urbana, apresenta proposta aos presentes. Foto: Rodrigo Édipo/PorAqui

Após esse momento, foi a vez dos participantes tomarem a palavra com comentários, observações e dúvidas sobre o material recém apresentado. “Segurança pública é caso de política social. Esperar da polícia é mesmo que enxugar gelo”, defende a moradora Eugênia Lima que mesmo assim elogiou iniciativa da prefeitura.

A questão da ação repressiva policial que recai na população preta e periférica e a vulnerabilidade das mulheres foram desafios levantados como urgentes por Eugênia.

Eugênia Lima pede que polícia seja mais humana. Foto: Rodrigo Édipo/PorAqui

Em resposta à moradora, o Coronel Pereira Neto cita a ação denominada “Patrulha Maria da Penha” da Guarda Municipal de Olinda, iniciativa que tem como um dos objetivos contribuir para a efetividade das ações de proteção às mulheres vítimas de violência.

Andreia apresenta como solução projeto de recuperação de dependentes químicos. Foto: Rodrigo Édipo/PorAqui

A postura diante da questão das drogas atravessou o discurso de todos os participantes. Moradora do Guadalupe, em Olinda, Andreia apresentou o trabalho da Casa do Oleiro, centro de recuperação para dependentes químicos com trabalhos realizados em bairros da periferia olindense. “Não consegui apoio de ninguém, então construí tudo com o meu próprio dinheiro”, explica.

Empreendedora e moradora da Cidade Alta, Yolanda chama atenção para arrombamentos de imóveis. Foto: Rodrigo Édipo/PorAqui

Os arrombamentos de casas e imóveis na Cidade Alta e os furtos decorrentes dessas investidas também foram pauta. “O que vamos fazer? Continuar nos trancando dentro de casa com medo dessas pessoas que de repente estão precisando da nossa própria ajuda?”, provoca Yolanda, moradora e empreendedora do ramo hoteleiro na Cidade Alta.

Representante da Sodeca pede mais clareza na proposta. Foto: Rodrigo Édipo/PorAqui

O urbanista Natan Nigro, representante da Sociedade Olindense de Defesa da Cidade Alta (Sodeca), pontuou a importância do encontro, contudo cobrou mais transparência em relação à proposta. “Como vão funcionar os conselhos Municipal e comunitários? Quais as responsabilidades dos mesmos? Qual a periodicidade dos encontros?”, indagou.

Sem entrar em detalhes, o Coronel foi evasivo na resposta. “É impossível em um momento do país como hoje, a gente  desvirtuar a comissão do que é de interesse do povo”, garante.