A Livraria Cultura do Bairro do Recife encerrou suas atividades deixando órfãos os leitores/clientes de uma das mais importantes lojas do gênero nos últimos anos na cidade. A notícia pegou os recifenses de surpresa na última sexta-feira (6).

Funcionando no Cais da Alfândega desde 2004, a Livraria Cultura virou referência em toda a cidade, não só pelo seu porte grandioso, mas, principalmente, pela real qualidade do que ela oferecia ao público consumidor de arte e cultura. Um empreendimento importante para o Bairro do Recife, que ainda não conseguiu engrenar todo o potencial que possui.

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O que mais intriga, após essa notícia, é o futuro: o que será feito do local onde funcionava a Livraria Cultura? Qual destino será dado ao terreno e ao imóvel? Essas perguntas ainda continuam sem resposta. Inclusive, porque o que motivou o encerramento das atividades da Livraria ainda é muito nebuloso.

Impasse judicial

No último fim de semana, o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, Bruno Schwambach, trouxe a público que uma disputa judicial de uma década entre antigos e novos proprietários do Paço Alfândega (que, à época de sua criação, também envolvia a propriedade do terreno onde funcionou a Livraria Cultura) foi a causa do fechamento.


Secretário Bruno Schwambach diz que PCR está ajudando a encontrar novo empreendimento para o local (Foto: Divulgação)

O que se sabe é que o grupo original vendeu as propriedades do Paço Alfândega e do imóvel da Cultura (que, na questão, era inquilina) para um segundo grupo, que, por sua vez, vendeu a um terceiro. No meio das tratativas, parcelas deixaram de ser pagas e o imbróglio foi parar na justiça. Entre decisões favoráveis e desfavoráveis para um ou outro lado, no meio disso, estava a Livraria Cultura.

Em entrevista ao PorAqui, Bruno Schwambach lamentou o fechamento da Livraria e disse que a prefeitura está atuando para atrair um novo empreendimento para o local. “O que a prefeitura tem feito é ajudado a identificar essas oportunidades (vacância do terreno) e tentado atrair investidores para colocar ativos que são importantes para o bairro”.

Ele garantiu, no entanto, que a decisão caberá aos proprietários. Além disso, segundo o secretário, o funcionamento do edifício-garagem do Paço Alfândega não será afetado. Mas o que ficará no lugar da Cultura, ainda parece estar longe de ser resolvido.

Silêncio

Para aumentar ainda mais as interrogações acerca do que realmente aconteceu, os principais envolvidos no caso decidiram manter silêncio sobre o assunto.

O PorAqui procurou pelas administrações da Livraria Cultura e do Paço Alfândega. Ambas, através de suas assessorias de imprensa, informaram que não se pronunciariam acerca do caso.