De março a dezembro de 2017, o projeto Tecnologias de Baixo Custo e Gambiarras para a Criação de Artefatos Musicais Lúdico-Digitais do Movementes, por meio de incentivo do Funcultura, realizou oficinas artísticas com o intuito de unir arte, acessibilidade e tecnologia. O resultado das primeiras residências artísticas rendeu uma exposição que teve sua abertura nesta quarta-feira (17), na Galeria de Artes Digitais do Apolo 235.

O evento contou com as apresentações artísticas das crianças do Centro Cultural Grupo Bongar Nação Xambá e dos Batuqueiros do Silêncio, ambos participantes das ações de formação. A iniciativa também passou pelos Laboratório de Educação Musical Especial e Inclusiva (LEMEI) do Departamento de Música da UFPE, Escola Municipal de Arte João Pernambuco (EMAJPE) e Associação de Surdos de Pernambuco (ASSPE).

Além da apresentação musical, o público pôde conferir o videodocumentário com relatos de participantes das oficinas e os artefatos construídos com sensores, que juntos compõe a exposição.

Música e artefatos acessíveis

“Tivemos várias ideias, mas para esse momento realizamos três. Uma delas foi a criação do VIBRAKAXA, um motor que gera vibração relativa à nota musical; com ele, quem não escuta, vai sentir a nota. Ele é protótipo, precisa ser melhorado e demanda pesquisas e estamos abertos para ouvir ideias e sugestões para melhorar os projetos”, explica um dos idealizadores do projeto, Kassio Almeida.

As outras duas iniciativas também dependem de sensores: o NO-TA-SI, uma espécie de caixa de som que sente a presença do indivíduo e solta as notas; e os Tambores Luminosos, inspirados em dois instrumentos bastante utilizados no Centro Cultural Grupo Bongar Nação Xambá, o ilu e o caixa. Esses instrumentos percussivos recebem um conjunto de luzes de LED que obedecem o ritmo da música a depender da energia da batida na pele do tambor.

“Um dia, esperamos alcançar o objetivo de tocar os tambores e gerar energia para a comunidade do Centro. Um sensor de vibração é um início, mas a gente precisa encontrar maneiras de armazenar essa energia e depois reutilizá-la”, finaliza Kassio.

(Foto: divulgação)

Para quem quiser conhecer os detalhes do projeto ou até replicar um dos artefatos, as informações podem ser encontrados no dossiê disponibilizado pelo projeto.

A exposição acontece em parceria com o Porto Digital, através do Laboratório de Objetos Urbanos Conectados (L.O.U.Co), e está aberta até o dia 29 de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A entrada é gratuita.

Exposição Movementes
Até dia 29 de janeiro, das 8h às 18h
Galeria de Artes Digitais, Apolo 235 – Rua Apolo, 235
Entrada gratuita