No mundo pós-digital, é preciso (necessário e imprescindível, até) lançar mão das ferramentas tecnológicas para fazer se ver, conhecer. Na música não é diferente, e as redes sociais podem ser excelentes aliadas para quem vive desse ofício. Mas é preciso saber usá-las para conseguir melhores resultados e atingir seu público corretamente (e conquistar outros ainda maiores).

“Estratégias e anúncios digitais no Facebook e Instagram para músicos” foi o tema do seminário apresentado na manhã deste sábado (3), no Teatro Hermilo Borba Filho, dentro da programação do Porto Musical 2018. A apresentação foi de Fellipe Maia, co-fundador da Berlim Digital.

Centro tem dez festas (ou mais) pra você curtir no fim de semana

Fellipe apresentou como o universo complexo dos anúncios nas redes socais demanda muito mais trabalho, estudo e dedicação do que se imagina. “Fazer marketing digital não é apenas fazer um post nas redes sociais”, disse Fellipe.

Ao contrário do que se imagina, o bom resultado de um anúncio no Facebook não é “atirar para todo lado”, visando a apenas um atingir uma grande quantidade de pessoas aleatoriamente, mas sim atingir um público específico.

“Você pode fazer uma segmentação desse público por interesses, padrões de comportamentos, dados geográficos, e é possível fazer isso, pois, hoje em dias, tudo o que fazemos nas redes sociais deixa informações que estão concentradas num grande banco de dados que permite mostrar quais nossos perfis de consumo e de preferências”, explica Fellipe.

“Aplicando isso para o campo da música, a gente consegue fazer anúncios no Facebook e no Instagram para impactar exatamente o público daquele artista”, diz Fellipe, continua.

Porto Musical debate o ‘gigante mundo das pequenas casas’

Ou seja: é importante conhecer seu público, quem você quer atingir. Outra coisa essencial é que o público espera do artista não somente o se lado profissional do artista, mas também o lado mais humano e pessoal, seus processos de composição, os bastidores de suas criações e uma série de assuntos que podem ser abordados em sua comunicação com o público através das redes socais.

“Isso também inclui o artista se posicionar! As pessoas, hoje em dia, não acompanham um artista apenas porque gostam do som que ele faz, mas porque se identificam com o que ele pensa, com a forma como ele age e se posiciona”, continua Fellipe.

Grande parte do papo girou em torno das ferramentas existentes nas plataformas para atingir esse público e contou com uma plateia expressiva e interessada em conhecer mais, dada a participação com diversas perguntas, dúvidas e inferências de quem estava presente.