O caixa dos condomínios não tem andado num momento de grandes folgas. Com as contas mais apertadas, a inadimplência cresceu. Muitos locais estão tendo que fazer cortes, afinal, se a fatura não baixa, mais gente deixa de pagar e a situação vira uma bola de neve. Mas você sabe qual a melhor forma de fazer esses enxugamentos no seu condomínio? 

Quem dá as dicas é o presidente do Instituto Pró-Síndico, Dostoiévscki Vieira. Com sede em São Paulo, o Pró-Síndico é uma ONG, existe há 14 anos, é formada por especialistas no mercado condominial e etá presente em mais de 40 mil condomínios.

1. Individualização de água e gás

Vários condomínios ainda não possuem um sistema que mede o consumo por unidade, sobretudo os mais antigos. Não é justo uma pessoa que mora sozinha pagar o mesmo que uma família que mora em 5 pessoas. A melhor educação para economizar é a que pesa no bolso, pois, quando o indivíduo sabe quanto está gastando de fato, seu engajamento é outro. Há casos em que a implantação desse sistema reduziu o consumo geral em 30%.

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2. Água de reuso e aproveitamento

Hoje as tecnologias, que, no passado, remetiam somente ao importante aspecto da sustentabilidade, agora têm outro atrativo: a economia com a água de reuso. Ou seja, aquela água que é descartada de chuvas e de minas d'água que pode ser tratada e reutilizada. Por exemplo, a água do vaso sanitário não precisa ser potável. Além disso, existe a captação de água da chuva e do lençol freático.

3. Troca de lâmpadas por LED

Em geral, os condomínios, mesmo os  novos, não são entregues com lâmpadas de LED, pois as construtoras querem economizar. Uma lâmpada de LED é até 80% mais econômica que a incandescente comum. A redução na conta de luz pode ser de até 40% e o investimento recuperado, em média, em 6 a 8 meses.

4. Uso da portaria virtual

A principal vantagem diz respeito à redução do custo de mão de obra do condomínio, que pode ser de, no mínimo, 40%. Os operadores trabalham remotamente em uma empresa contratada pelo prédio. Em Setúbal, esse aspecto especificamente pode não ter muito apelo, por conta do crescimento do número de assaltos na região.

5. Implantação de sistema de controles automatizados de acessos

Assim como a portaria virtual, o sistema de biometria tem o intuito de reduzir o custo de mão de obra de gerenciamento de circulação dos condôminos. O sistema necessita apenas cadastrar a digital dos moradores para permitir a entrada e saída deles, de maneira segura. Existem condomínios que chegaram a reduzir R$ 16 mil reais mensais de despesas após a instalação do sistema.

6. Ficar atento às horas extras de funcionários 

Em grande parte dos condomínios, 70% do valor da taxa condominial é destinada para cobrir a folha de pagamento. Deve-se estar atento ao fato de os funcionários estarem fazendo muitas horas extras. Em alguns casos, contratar folguistas pode reduzir os gastos do prédio, assim como o controle informatizado de ponto.

7. Terceirização de mão de obra

A mão de obra é um dos principais pesos das taxas condominiais, a terceirização pode ser a solução a longo prazo. O condomínio pode verificar um contrato com empresas ligadas à portaria, limpeza e jardinagem.

8. Economia com piscinas

Apenas como base, uma piscina de 12 m x 4,40 m x 1,40 m consome, mensalmente, uma média de 7 kg de cloro. Com o kg do cloro em torno de R$ 40, somente com esse produto químico, o custo é de R$ 280. Em um ano, esse valor ultrapassa R$ 3,3 mil. Novas tecnologias tratam a mesma água com sal, ozônio ou íons e reduzem bastante o custo com produtos químicos convencionais.

9. Investir em energia solar

Com prazo de retorno médio estimado em 7 anos, a colocação de placas de captação de energia solar tem mais apelo e cidades com grande incidência de sol. Embora dificilmente substitua completamente a energia elétrica, a  economia pode chegar a 70% na conta final.

10. Agilizar as cobranças contra inadimplentes

Com o novo CPC (Código de Processo Civil), o prazo para inadimplentes quitarem as dívidas foi reduzido drasticamente. O medo de responderem a processos judiciais e até terem seus bens e contas penhorados fez com que os devedores corram para fazer acordos. A cobrança deve ser feita o mais rápido possível para alcançar resultados mais precisos e diminuir o número de casos.

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