Do Jornal do Commercio

Se você tem em casa uma bicicleta que não usa mais ou peças que podem ser aproveitadas, saiba que, com uma ligação, você pode mudar a vida de muita gente. Através do projeto "AmeReciclo – Bota pra Rodar", a Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife (Ameciclo), está arrecadando doações para a realização de uma oficina de conserto que tem como objetivo melhorar a mobilidade de comunidades carentes, devolvendo a elas o direito à cidade.

Uma nova etapa da iniciativa começa neste sábado (21), na comunidade Caranguejo Tabaiares, no bairro da Ilha do Retiro, Zona Oeste da capital. A ação é uma blitz de segurança chamada "Meu chinelo não é freio", e tem como objetivo repor peças como freios e adesivos refletivos nas "magrelas".

"É algo que a gente já desenvolvia e que foi incorporado ao Bota pra Rodar porque sentimos uma necessidade nesta comunidade", explica o administrador Tomás de Almeida, coordenador da Ameciclo.

O projeto, que teve início em fevereiro, tem duração de um ano e está programado para acontecer em três etapas. A primeira, na qual está inserida a ação deste sábado, tem como objetivo criar uma aproximação com a comunidade. "Após isso, faremos ações de troca de saberes e informações, com rodas de conversa e oficinas sobre mobilidade urbana e direito à cidade", adianta Lígia Lima, responsável pelo Bota pra Rodar.

A última etapa acontece em setembro, quando estão previstas as oficinas de conserto e customização. Os jovens da comunidade vão reparar as bicicletas que foram doadas para que sejam de uso comum.

Para doar, basta ligar entrar em contato através do Whatsapp (81) 9-8116-8468 ou do site da Ameciclo, onde também está disponível para download um modelo de cartaz para ser colocado em prédios, a fim de conscientizar os moradores. A doação é recolhida no local pela própria Ameciclo.